Tabuleiros são tradição na Ponta do Pargo

D.R.

A festa de Santo António que irá ser celebrada na paróquia da Ponta do Pargo no domingo 1 de setembro vai manter uma tradição com muitas dezenas de anos com o cortejo dos tabuleiros.

No sábado as oferendas para a paróquia são transportadas em tabuleiros ornamentados.

Às 15 horas sai a primeira romagem dos sítios do Serrado e Pedregal. Depois pelas 16 horas sairá da Cruz do Salão. Às 17 horas sairá a romagem do sítio do Salão de Baixo. Termina às 18 horas com a saída da romagem do Salão de Cima. O percurso é acompanhado por uma banda filarmónica.

A missa da vigília daquela festa principiará ás 20 horas do sábado 31 de agosto.

No domingo, dia 1 de setembro a missa da festa de Santo António começará pelas 16 horas seguida de procissão.

Esta festa tem alguns aspetos que a diferenciam de muitas outras. É em louvor  a Santo António, cuja festa litúrgica é assinalada a 13  de Junho, mas que na Ponta do Pargo celebra-se no primeiro domingo de Setembro.
O motivo é que esse mês é a época alta da produção agrícola e como as oferendas são constituídas essencialmente por produtos da terra, como trigo, batatas, cenouras, semilhas daí a razão desta festividade decorrer nesta época.

Todos os anos são nomeados para cada sítio da freguesia os seus regentes, um casal, normalmente crianças ou jovens, que representam o sítio e recebem na sua casa todas as ofertas que os habitantes querem oferecer à paróquia e que são transportadas em tabuleiros decorados  por uma pessoa escolhida pela família dos regentes. Até ao topo da base de madeira é coberta de trigo, antigamente era coberto de ovos de galinha por cima do trigo, atualmente assiste-se a uma mudança de cobertura dos ovos por frutos e garrafas de bebidas e por cima do trigo são colocados dois arcos de arame com um ramo de flores, um cartucho de cartolina com a figura de Santo António e os arcos de arame são cobertos de notas de dinheiro.

São transportados em romagem para o bazar construído no adro da igreja. Os produtos são leiloados ou vendidos.

Embora não tenho a pujança de outros tempos esta festa continua a ser bem vivida na Ponta do Pargo cuja população mantém esta tradição única na Madeira.