D. Nuno Brás marcou presença na abertura do Congresso “São Jorge – Memória e Futuro”

D.R.

O bispo do Funchal marcou presença esta segunda-feira, dia 12 de agosto, na sessão de abertura da II edição do Congresso “São Jorge – Memória e Futuro”, a decorrer até esta terça, no auditório da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de São Jorge – Cardeal D. Teodósio de Gouveia.

Na breve intervenção que fez, no início dos trabalhos, D. Nuno Brás felicitou a organização por esta iniciativa e lembrou que “nós seres humanos somos, de facto, uma constante memória” e que “carregamos connosco aquilo que é a nossa herança, em termos de património genético, mas sobretudo património cultural”. 

Assim sendo, disse o prelado, “parece-me muito importante tomarmos consciência disso” para recordar o passado, mas sobretudo para “projetar o futuro”, pensando nele “como pessoas, como seres humanos, mas também como comunidade”. Nesse sentido temos de pensar não só que futuro “somos capazes de contruir”, mas também “que futuro queremos construir e que futuro nós podemos sonhar”. 

Neste contexto, o D. Nuno Brás considerou que as relações interpessoais são “o grande caminho para pensar o futuro. É que, explicou, “se nós somos tudo aquilo que foram as nossas relações interpessoais no passado, é através precisamente destas redes entre pessoas que nós conseguimos projetar, tanto quanto nos é possível o futuro, um futuro cada vez mais humano”. 

Recorde-se que o Congresso “São Jorge Memória e Futuro”, cuja abertura contou também com a presença do secretário da Educação, tem como principais objetivos aproximar todos aqueles que mantêm uma ligação à sua terra natal, aproveitando as festas religiosas de verão, como ponto de encontro de famílias e amigos que, vivendo na diáspora, anualmente regressam à terra para matar saudades”, conforme refere a organização.

O evento pretende ainda ser “um espaço e um tempo para recordar histórias e tradições; cruzar saberes e experiências, em várias áreas: da história ao património, da religião ao artesanato, da música às tradições da nossa gente, entre outras”.

A organização voltou a estar a cargo de um conjunto de pessoas da sociedade civil de São Jorge, que em comum têm “o gosto pela sua terra e a vontade de juntar algumas figuras ilustres da nossa cultura num espaço de reflexão sobre a história da nossa terra e as perspetivas de futuro de toda a Costa Norte da Madeira.”