Ordenações: Marco e André querem ser “presença de Jesus no meio do povo”

A Diocese do Funchal prepara-se para celebrar a ordenação presbiteral de André Pinheiro e de Marco Augusto, que querem ser padres como Jesus, que se fez presente e próximo. As ordenações terão lugar na manhã de sábado, dia 27 de julho, na Sé do Funchal, a partir das 10 horas. Ao Jornal da Madeira os futuros sacerdotes, sublinham ainda a sua “total disponibilidade” para servir a Igreja e para ser “presença de Jesus no meio do povo”.

Foto: Diocese do Funchal

A partir do próximo sábado, dia 27 de julho, a Diocese do Funchal terá dois novos padres ao seu serviço. São os dois primeiros padres a serem ordenados por D. Nuno Brás, já que a última ordenação – do Pe. Carlos Ismael Faria Almada – aconteceu a 5 de agosto de 2017, ainda no tempo de D. António Carrilho.

A véspera de um grande acontecimento é sempre vivida sob alguma tensão e expectativa, embora tanto o Marco como o André, garantam ao Jornal da Madeira que estão “tranquilos”.

Estes jovens, ambos com 26 anos, consideram que a sua ordenação sacerdotal é o corolário e, ao mesmo tempo, o ponto de partida de vários anos de caminhada. Uma caminhada que, como diz André Pinheiro, tem de “continuar a ser alimentada”. Até porque, explica, um “sacerdote não é ordenado já pronto”. Por outras palavras, “o seminário dá-nos as bases para sermos padres, mas a partir da ordenação temos de aprender e agir segundo aquilo que a Igreja nos pede”. 

A propósito Marco Augusto, que escolheu para lema do seu ministério sacerdotal “Bendito sejais, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque revelaste aos pequeninos os Mistérios do Reino”, Mt 11, 25, acrescenta que este é de facto mais um passo na caminhada, mas “um passo muito concreto, que é o de ser sacerdote”. Ou seja, um “representante de Cristo no meio das pessoas”. Alguém que tem a responsabilidade de as “acompanhar” e de “ouvir aquilo que são as suas alegrias, mas também as suas tristezas e perceber que, de facto, é importante ganhar um coração sacerdotal, ao jeito de Jesus”, que “sabe estar e que se compadece diante daqueles que precisam”. 

Ainda sem saber o que o futuro lhes reserva depois da ordenação deste sábado, tanto um como outro mostram “total disponibilidade” para o que “a Igreja precisar”.

De resto, sublinha André Pinheiro, que escolheu como frase inspiradora para o seu ministério sacerdotal “Fazei tudo o que Ele vos disser”, Jo 2, 5, “ser padre é ser Jesus no meio do Povo. É cuidar das suas ovelhas, saber escutá-las, saber cuidar delas e acompanhá-las, uns dias à frente, outros dias atrás e outros dias ao meio. Estando com elas e partilhando o nosso testemunho, a nossa forma de viver com Jesus.” 

Já para Marco Augusto “ser padre é essencialmente ser Cristo no meio das pessoas, no meio do povo de Deus e ser Cristo não é nada mais do que procurar ser uma pessoa simples, como Jesus o foi quando cá veio.” E procurar “ter os mesmos sentimentos, para que as pessoas possam ser acolhidas e possam realmente aproximar-se e cada vez mais e procurar a pessoa de Jesus para as suas vidas.”

A terminar ambos deixam um convite, sobretudo aos jovens, para que no próximo sábado participem na cerimónia de ordenação e para que participem também nas respetivas Missas Novas. A do André será logo no dia seguinte à ordenação, a 28 de julho, na igreja paroquial de Santo António às 16 horas. Já o Marco celebrará a sua Missa Nova na igreja paroquial do Curral das Freiras no domingo, dia 4 de agosto, às 16 horas.

Antes de tudo isso, esta quinta-feira, a partir das 20 horas haverá uma Vigília de Oração por este dois jovens. Será a partir das 20 horas, na igreja do Colégio.

Foto: Diocese do Funchal

Diácono André João Freitas Pinheiro

Recebeu o Batismo na Paróquia de Santa Maria Maior, frequentou a catequese na paróquia de Santo António do Funchal, onde fez a Primeira comunhão e o Sacramento da Confirmação.

Após ter feito um ano de enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem de S. José de Clunny, entrou para o Seminário diocesano do Funchal, onde logo foi para o Seminário Patriarcal de S. José de Caparide, no patriarcado de Lisboa, a 10 de setembro de 2012 para frequentar o ano Propedêutico. Nesse Seminário fez também o primeiro e segundo ano de teologia.

Foto: Diocese do Funchal

Diácono Marco Augusto Barros de Abreu

Recebeu o Batismo na Paróquia do Curral das Freiras, onde sempre viveu e depois de 10 anos de catequese foi crismado.

Entrou para o Seminário Diocesano do Funchal a 19 de setembro de 2008, para o 9º ano de escolaridade. Em setembro de 2012, já concluído o 12º ano na Escola da APEL, inicia uma nova etapa no Seminário de São José em Lisboa fazendo ano Propedêutico (um ano mais centrado na formação humana e cristã) e os dois anos do curso de teologia mais centrados na filosofia, já na Universidade.