D. Nuno presidiu à solenidade da Senhora do Carmo e agradeceu o “serviço precioso” dos Carmelitas

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás presidiu esta segunda-feira, dia 16 de julho, a uma concelebração na igreja dos carmelitas, no Funchal, que assinalou a solenidade de Nossa Senhora do Carmo.

A celebração começou com o Pe. Dias a agradecer a presença de D. Nuno Brás “em nome de toda a comunidade Carmelita”, e a manifestar a disponibilidade da comunidade de continuar a servir a diocese.

Quanto ao bispo do Funchal agradeceu aos carmelitas pelo “serviço precioso que prestam aqui nesta nossa cidade, nesta nossa diocese”, pedindo depois aos fiéis para que nas intenções da Eucaristia tivessem também o Pe. Dias, que ontem celebrava mais um aniversário natalício.

Na homilia D. Nuno Brás refletiu sobre as leituras, nomeadamente sobre o Evangelho, no qual Maria é apresentada como Mãe do discípulo João, com quem Jesus se identifica, e que se torna assim Mãe de todos nós e faz de nós filhos de Deus. 

Esta é, disse o prelado, “a grande graça que recebemos de Jesus: sermos filhos de Deus”. E uma coisa “é sermos suas criaturas” outra é sermos seus filhos. Aqueles a quem, como dizia São Paulo na segunda leitura, Deus enviou “o espírito de seu filho que em nós reza, em nós clama”.

E Maria recebe “esta grande graça de cuidar dos filhos de Deus”, como cuidou de Jesus ao longo de 33 anos, segundo reza a tradição. E ao longo da história cristã vários têm sido os momentos em que a Virgem Maria o tem feito, “constituindo, antes de mais nada, o exemplo do discípulo”. E nós “queremos ser discípulos de Jesus”, logo, “queremos ser como a Virgem Maria”.

Aos muitos fiéis presentes D. Nuno exortou a seguir o exemplo de Maria, sendo como ela “na nossa disponilidade de filhos para o Pai, pondo-nos à escuta, na atenção, à vontade de Deus”.

Maria, invocada neste dia como Senhora do Carmo, é também “aquela que intercede por nós nas nossas dificuldades, aquela que cura, aquela que dá a mão, aquela que estando proxima, sobretudo nas nossas dificuldades, nos mostra como Deus não está distante de nós, mas antes e sempre nos trata como seus filhos”.

O bispo do Funchal terminou pedindo que “agradeçamos ao Senhor nos ter dado esta Mãe” e que “com Ela e por Ela sejamos mais filhos, e nos identifiquemos cada vez mais com Jesus”.

Após a Eucaristia saiu à rua a habitual procissão, que percorreu várias ruas da cidade.