Aniversário da diocese. D. Nuno: “ter a ousadia de trilhar caminhos novos, porque novos são os tempos que hoje vivemos”

Foto: Duarte Gomes

D. Nuno Brás presidiu esta quarta-feira, dia 12 de junho, à Solene Eucaristia do 505º Aniversário da Criação da Diocese do Funchal, na Sé.

Na homilia da celebração, o prelado disse que estes 505 anos são motivo de “santo orgulho”, mas também fazem-nos sentir uma “responsablidade enorme”. É que, “somos hoje nós, aqueles que têm esta missão que o Senhor nos confia de O tornar presente, de O tornar visível, de Lhe dar voz e de possibilitar que tantos que não conhecem o Senhor, se encontrem também com Ele”, disse o bispo.

Nesta Eucaristia, concelebrada pelos bispos eméritos, D. Teodoro de Faria e D. António Carrilho, por alguns cónegos e sacerdotes, o bispo diocesano acrescentou ainda que “somos nós que temos de ter a ousadia de trilhar caminhos novos, porque novos são os tempos que hoje vivemos”.

D. Nuno Brás lembrou ainda as muitas gerações que ao longo destes 505 anos “de vida cristã, como diocese fundada para que Deus possa estar presente”, ensinaram os seus filhos “a rezar, a louvar a Deus” e os ensinaram também “a viver como homens e mulheres honestos, justos e verdadeiros”, dizendo que cabe à atual geração dar continuidade a essa “grande epopeia que o Evangelho criou nas terras da Madeira”.

Sobre a presença de Deus, disse que Ele se torna presente “não apenas  através de sinais espantosos, fora do normal, não apenas através de qualquer coisa que aconteça para além daquilo que são as leis da natureza, mas que Deus está presente através do seu povo assim organizado, na simplicidade e muitas vezes até apesar do pecado dos cristãos”.

Terminada a celebração, D. Nuno Brás seguiu para a Zona Velha do Funchal onde depositou uma ramo de flores no monumento dos 500 anos da Diocese do Funchal.