O Conselho Pastoral Diocesano

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O Sr. Bispo do Funchal, D. Nuno Brás, publicou os Estatutos do Conselho Pastoral Diocesano. Se o Conselho Presbiteral é formado apenas por sacerdotes, este conselho é formado por sacerdotes, leigos e consagrados, como órgão representativo de todo o Povo de Deus, da diversidade da Diocese, de modo que o Bispo possa escutar o seu parecer e assim implementar um maior dinamismo pastoral na Diocese na senda do Concílio Vaticano II. O próprio Conselho Pastoral Diocesano encontra-se previsto pelo Concílio no Decreto Christus Dominus n.27, bem como no Código de Direito Canónico (cc.511-514). Diz os estatutos que perante “um órgão eclesial, colegial e consultivo, que, sob a autoridade do Bispo exprime e serve a unidade e a corresponsabilidade na Igreja Diocesana do Funchal”. Tem a finalidade de desenvolver e ampliar na Diocese o modelo de Igreja diocesana apontado pelo Concílio Vaticano II e pelo posterior Magistério da Igreja. Os seus membros irão dar o seu parecer sobre as questões pastorais apresentadas pelo Bispo diocesano. Irão formular propostas práticas de ação pastoral para implementar na Diocese. 

Como é constituído o Conselho Pastoral? Por membros natos, eleitos e designados. Os natos são aqueles que participam nos conselhos pela natureza da sua função: o Vigário Geral, Episcopal, Judicial, o Diretor do Secretariado de Pastoral e os Arciprestes. Os membros eleitos serão escolhidos pelos seus pares. Haverá, por isso, um representante eleito pelos Religiosos. Uma representante das Religiosas. Um representante dos Institutos Seculares e Sociedades de Vida Apostólica. Um leigo que representará cada um dos Arciprestados. Um leigo a representar as paróquias do Porto Santo.  Representantes dos movimentos laicais. Um representante dos membros dos Secretariados e Departamentos Diocesanos. Um representante dos jovens. Procura-se, assim, uma maior representatividade do que é a Igreja Diocesana do Funchal nomeadamente geográfica, etária, cultural e pastoral e a reflexão em comum das diversas vocações, de todo o Povo de Deus. Os membros são nomeados por um mandato de três anos.

A existência de um Conselho Pastoral Diocesano em pleno funcionamento é sinal de uma Igreja diocesana viva e madura. É sinal da uma Igreja comunhão, não apenas feita de sacerdotes, mas de todo um Povo em comunhão a participar, cada um de acordo com a sua vocação, na grande missão da Igreja. É sinal de leigos empenhados, comprometidos, corresponsáveis na missão. É sinal de trabalho em conjunto, de reflexão, de partilha, de dinamismo de saída e de uma Igreja diocesana ao encontro com o mundo, para ler a realidade, para propor novos caminhos de levar Deus, o Evangelho ao coração da humanidade.

A existência deste Conselho é já um sinal e um desafio a todas as nossas paróquias na criação de estruturas onde os leigos possam também participar, de acordo com a sua vocação, na pastoral e na vida paroquial, de uma Igreja não para si, fechada e autorreferencial, mas em dinamismo de missão.