D. Nuno Brás diz que a Diocese precisa de “mais famílias cristãs”

Foto: Duarte Gomes

“A nossa Diocese do Funchal precisa de famílias cristãs, que se mostrem como famílias cristãs”. Quem o disse foi o bispo do Funchal, no passado dia 18 de maio, sábado. D. Nuno Brás falava na Eucaristia que marcou o encerramento da Jornada Diocesana da Família, que este ano decorreu na paróquia do Atouguia, numa organização do Secretariado Diocesano da Família da Diocese do Funchal.

Na homilia, o prelado disse mesmo que “não nos basta ser cristãos”. Na verdade, “o grande desafio que hoje nos é feito é o sermos família e para isso precisamos de famílias cristãs, que nos ajudem a perceber o ‘como Eu vos amei’”, no concreto do dia a dia.

Depois de dizer às famílias presentes para que tenham “coragem” e que elas são, felizmente, “muitas mais” do que as que ali se encontravam”, D. Nuno Brás frisou que “precisamos todos do vosso testemunho, do testemunho das famílias cristãs”, para entender também que “a Igreja nasce comunidade” e ela há de ser, como diz S. João, “uma comunidade em Deus e com Deus, de um modo perfeito”. 

Esta realidade de nos sentirmos uns dos outros, como irmãos, “é de facto qualquer coisa de essencial “. Porém, infelizmente, “nós vamos começando a ter dificuldade em perceber isso”. Em perceber que sem comunidade “não há Igreja e que uma comunidade rapidamente se transforma numa família” e que vive como tal, “com todos os problemas e virtudes”, mas cuidando dos seus e ajudando-os a aprofundar a fé.

“É por isso que as famílias são tão importantes para as comunidades cristãs”, porque “olhando para uma família nós percebemos o que somos, mas também o que havemos de ser”. No fundo, “percebemos como Deus nos quer”. 

Neste contexto, o bispo diocesano disse que “ainda temos muito para crescer, porque muitas vezes as comunidades cristãs ainda não perceberam que a Eucaristia só faz sentido em comunidade, em família, em família cristã, em família de cristãos, em família de famílias”.

O prelado concluiu a homilia alertando para o facto de que todas estas realidades têm um motor comum: o amor. Isso mesmo se dizia no Evangelho, que D. Nuno fez questão de reler: “Dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei”. É aqui que “está toda a diferença”, porque “sem este como Eu vos amei, não há família cristã, nem comunidade cristã, concluiu.

Antes da bênção final, Nuno Rivera, do Secretariado Diocesano da Família da Diocese do Funchal agradeceu “a presença de todas as famílias neste nosso encontro, de todas as paróquias e de todos os movimentos da nossa diocese”, bem como “a todos os que de alguma forma contribuíram para o nosso encontro e para o bem-estar de todos nós”.

Concluindo agradeceu também “o apoio e o dinamismo do Pe. Silvano, pároco da Atouguia e, claro, ao bispo do Funchal, por ter acedido a estar presente nesta iniciativa diocesana e “com uma mensagem muito importante para todos nós: fazei como Ele nos ensinou, amemos como Ele nos amou”.