D. Nuno Brás: Tal como Nossa Senhora de Fátima também nós somos felizes, porque “damos carne ao Verbo de Deus”

Foto: Duarte Gomes

A procissão das velas na paróquia de Fátima, no Funchal, voltou a registar este domingo, 12 de maio, uma grande adesão de fiéis. Gente de todas as idades, levada pelos mais variados motivos, que acompanhou o andor da Virgem, levado em ombros por elementos dos Voluntários Madeirenses. Um andor decorado horas antes, que desceu quase até ao Campo da Barca e subiu depois a Rochinha, em direção ao Colégio Salesiano. 

Foi ali, como é de resto hábito, que se celebrou a Eucaristia, este ano presidida por D. Nuno Brás, mas concelebrada por outros sacerdotes, nomeadamente pelo Pe. Clemente dos Santos, pároco da paróquia de Fátima. 

Logo no início da celebração D. Nuno começou por referir que “esta procissão das velas que acabamos de realizar é bem a imagem da nossa vida: umas vezes a descer, outras a subir, mas sempre com a luz da fé e sempre guiados pelo exemplo de Nossa Senhora, a Mãe do céu”. 

Na homilia, o prelado começou por sublinhar que “a Virgem Maria é feliz”, porque “trouxe a Deus no seu ventre” e “foi por meio dela que o Verbo de Deus se fez homem em Jesus de Nazaré” que “foi igual a nós em tudo, excepto no pecado”. Isso é motivo de felicidade, ainda que seja “uma felicidade que sofre”. 

Também nós, disse D. Nuno Brás, somos “ainda mais felizes, porque também nós damos carne ao Verbo de Deus”, deixando que Ele esteja “presente nas casas, nas famílias, presente na vida pública, nas empresas, nos divertimentos, presente na nossa vida e na vida de todos os homens”. 

E somos mais felizes porque “Ele encarna, toma a nossa carne e faz mais felizes os que escutam a sua palavra e a põem em prática”. Uma palavra que “é para hoje”, que “encarna hoje e é para o homem do nosso tempo”, mostrando que “Deus não é um Deus do passado, mas um Deus do presente”. E é em nós, frisou, “que o Senhor confia para que todos o percebam como Deus do presente, como Deus que quer falar à vida de cada ser humano, mesmo daqueles que não o conhecem”.

E somos felizes “com não menos sofrimento, como a Virgem Maria” que, ainda hoje, vem até nós para nos convidar a escutar a palavra de Deus e a pô-la em prática” e nos ajudar, como discípulos, a “dar carne à palavra de Deus”, independentemente das invocações pelas quais é conhecida e que nos mostram que a Virgem “não abandona os discípulos do Seu filho, do nascimento da Igreja até aos dias de hoje”. Por isso, Francisco dizia e bem: “Temos Mãe”. E uma mãe que não nos abandona, que “sempre, sempre nos ajuda” e que e nos dá a “possibilidade de sermos cristãos, cada dia mais cristãos, cada dia mais felizes na comunhão dos Santos”.

No final da celebração foram ainda deixados os parabéns a D. Nuno Brás, que neste dia celebrou o seu 56º aniversário, com votos de que “o Senhor o acompanhe no seu ministério, nesta que é agora a sua terra” e desejos de que “esteja connosco muito e muito tempo para apascentar este rebanho que lhe foi confiado”.