D. Nuno Brás visitou grupo em retiro e sublinhou importância das Equipas Jovens de Nossa Senhora

D.R.

D. Nuno Brás esteve este sábado, dia 13 de abril, no Terreiro da Luta, onde se encontrou com um grupo das Equipas Jovens de Nossa Senhora, que ali estava em retiro.

Na oportunidade o prelado lembrou-lhes que a Igreja existe porque “precisamos uns dos outros e dos testemunhos uns dos outros”. Ele próprio, como bispo, disse precisar “do vosso testemunho”, porque  “o facto de vocês estarem aqui diz-me assim: é verdade, Jesus Ressuscitou”. Daí a importância dos movimentos da Igreja, “que existem para nos ajudar a encontrar Jesus e a perceber que Ele é importante, e que é importante para a nossa vida”.

Falando sobre estes dois meses que leva à frente da Diocese do Funchal, D. Nuno disse, aos 40 e poucos jovens que participavam na atividade, que têm sido “dias muito bons”. Mas não lhes escondeu a sua preocupação por ver tão poucos jovens nas igrejas. “A sensação que eu tenho, em relação aos jovens, é que a grande maioria do pessoal ainda não descobriu que Jesus Cristo é importante para a nossa vida, e é para a vida deles”, frisou.

Sobre as Equipas Jovens de Nossa Senhora, o prelado disse ter “uma experiência excelente” das que existem em Lisboa e confessou ter “um fraquinho” por este movimento, o que significa que “espero muito de vocês, por causa deste encontro com Cristo, por causa do pessoal da vossa idade que não percebe isto e por causa dos sonhos que tenho para a Pastoral Juvenil”.

D. Nuno respondeu depois a algumas questões que lhe foram colocadas pelos jovens, nomeadamente a uma sobre “que imagem que tem neste momento dos jovens”, depois de já ter visitado várias paróquias, incluindo as do Porto Santo. O prelado respondeu que “existem duas ou três situações dramáticas”.

A primeira é “o facto do pessoal andar quase todos na catequese, de quase todos fazerem o Crisma, mas depois no dia seguinte mandarem isto tudo à fava, o que significa que não houve ali um encontro com Nosso Senhor.” Esses jovens, disse, continuam a ver a fé “como algo para gente velha”.

A segunda situação/preocupação é o facto de haver poucos jovens, uma situação resultante do decréscimo da natalidade. “Preocupa-me o facto de daqui por 30 anos a Madeira seja uma ilha de velhos, como me preocupa também o facto dos jovens irem para a Universidade e irem com o desgosto de não regressarem”.

A solução é continuar a trabalhar e apostar nos jovens que frequentam a catequese, e aproveitar esses 12 anos para “anunciar Jesus Cristo aos jovens”, para que Ele seja o seu grande “horizonte de vida”.