D. Nuno Brás: Livro é “uma prenda que a Diocese faz a D. António Carrilho e também a si mesma”

Foto: Duarte Gomes

Foi apresentado no final da tarde desta quinta-feira, dia 10 de abril, na Igreja do Colégio o livro ‘Memória e Gratidão’ que reúne homilias e reflexões pastorais de D. António Carrilho ao longo dos 12 anos que esteve à frente da Diocese do Funchal, mais precisamente entre 2007 e 2019.

A apresentação do livro, que constitui uma homenagem ao magistério de D. António Carrilho, agora bispo emérito, contou com a presença das mais altas individualidades civis e militares da Região, mas também de alguns sacerdotes, religiosas, familiares e amigos do homenageado.

No momento de usar da palavra D. Nuno Brás enalteceu a importância do livro, pois, como diz a velha máxima dos latinos “verba volant, scripta manent”, isto é, “as palavras voam, desaparecem, o que fica escrito permanece”. 

Daí a importância deste livro, que retrata estes 12 anos de “intenso trabalho apostólico do senhor D. António”, disse o prelado, os quais “deixaram marcas no todo da diocese e marcas no coração, nas almas de todos aqueles com quem ele contatou”. 

É também por isso que, frisou, este livro “é uma prenda que a diocese faz a D. António Carrilho, mas também a si mesma” porque, através desta publicação, reconhece o trabalho feito e o trabalho também ao nível do “magistério do ensino” que é, disse, “uma das primeiras tarefas de um bispo”.

O prelado terminou a sua intervenção agradecendo pelo ministério e magistério de D. António, a quem “certamente o Senhor continuará a acompanhar e a inspirar em tantas outras ações, palavras e escritos”. De resto, “que bom seria que daqui por uns tempos estivéssemos aqui de novo à volta de outros escritos, que aguardamos com curiosidade”.

O cónego da Sé, Vítor Gomes, fez a apresentação do livro dedicado ao bispo emérito, que explanou a sua estrutura e conteúdos, de forma pormenorizada. 

Começou por explicar a escolha do título – ‘Memória e Gratidão’ – que “dizem o essencial da atitude que queremos exprimir hoje com a nossa presença”. D. António, prosseguiu, “tem lugar no coração dos madeirenses pelo seu testemunho de vida ao serviço da Igreja”.

De resto o livro agora apresentado, com prefácio de D. Nuno, está dividido em duas partes, a primeira contendo uma compilação de homilias, organizadas cronologicamente, e a segunda palavras e mensagens alusivas a momentos importantes da Diocese como, por exemplo, a visita da Imagem Peregrina, a celebração dos 500 anos da Diocese da Sé e do Funchal.

Já D. António Carrilho, agradeceu as presenças neste evento, nomeadamente de familiares e amigos, e as palavras que lhe foram dirigidas pelo seu sucessor, D. Nuno Brás, e pela apresentação feita pelo Cónego Vítor Gomes. Uma apresentação, disse, que lhe reavivou a memória de uma década de história da diocese e da região, em que procurou estar presente com a palavra de Deus, tanto nos bons como nos maus momentos, sempre num exercício de “fraternidade”. 

Recordou, de resto, que o seu magistério foi pautado por “uma relação de proximidade, que graças a Deus existiu e que não deixará de existir”, porque “é assim o viver a Igreja em mistério de comunhão, que se expressa em sentimentos, relacionamentos e comportamentos”.

Citando São João Paulo II, disse que “o Homem é a medida da Igreja”. Isto quer dizer que, “tudo o que diz respeito ao Homem tem de interessar naturalmente à Igreja”, disse D. António, considerando que isso tem de acontecer nas diversas dimensões da vida humana e especialmente por parte de quem tem uma missão evangelizadora, de fé e de esperança.  

“Dou graças a Deus pelo tempo do meu ministério episcopal, por aquilo que recebi e por aquilo que procurei dar. E é por isso que a gratidão e a homenagem não é para mim. A gratidão e a homenagem é de uns para os outros”, frisou D. António.

A sessão de apresentação do livro contou ainda com momentos musicais, pela voz de Carla Moniz, que foi acompanhada ao órgão por Melvin Bird. 

Esta quinta-feira, D. António Carrilho, assinala o seu 77.º aniversário, com uma missa solene na Sé, pelas 18h, presidida pelo seu sucessor D. Nuno Brás.