Bispo do Funchal celebra Missa de 7º dia em sufrágio de D. Maurílio 

Foto: Duarte Gomes

Neste dia 25 de março, em que a Igreja celebra a Solenidade da Anunciação, D. Nuno Brás presidiu à Missa de 7º dia em sufrágio de D. Maurílio de Gouveia, na Sé do Funchal. Um momento, sublinhou, para “recordar, junto do altar do Senhor, a figura do Senhor D. Maurílio que há 7 dias nos deixou”. Nele, disse o prelado “nós vimos, percebemos, fomos surpreendidos por esta realidade de Deus se continuar a fazer homem, de Deus continuar a encarnar na vida de tantos Cristãos. Dê-mos graças Deus por isso. E pedimos ao Senhor para que nos ajude, também a nós, a sermos esta expressão carnal do Verbo de Deus”.

Na homilia, D. Nuno fez referência à Solenidade da Anunciação, “um mistério grande e central para a humanidade, de um Deus que se faz homem, mistério de um Deus que entra na história, um Deus que não recusa viver como homem verdadeiro e que recebe a natureza humana da Virgem Maria sua Mãe, por isso mesmo Mãe de Deus”.

Mas esta realidade de um Deus que se faz homem, frisou,  “muda tudo aquilo que nós poderíamos pensar de Deus. E creio que esta é a primeira realidade. Que pensávamos nós de Deus antes da encarnação? Certamente um Deus omnipotente, certamente um Deus único, certamente um Deus que é omnisciente que tudo sabe. Mas agora, a partir deste momento, quando quisermos falar de Deus verdadeiramente não podemos deixar de falar deste homem que é Jesus de Nazaré”.

É um caso “único” na história humana, recordou o prelado, para logo referir que este é “o ponto mais alto do nosso conhecimento de Deus”, mas também “o ponto mais alto do nosso conhecimento do homem”. Assim sendo, “quando quisermos perceber quem é o ser humano, quando quisermos perceber quem somos nós, havemos sempre de olhar para este Deus verdadeiro que é Jesus de Nazaré”. Porque “nós somos aqueles a quem o Verbo se uniu”, aqueles que por, isso mesmo, “têm Deus como meta no seu peregrinar sobre a terra”.

“A própria noção do sagrado muda radicalmente na Encarnação do Verbo”, frisou D. Nuno, para logo acrescentar que “a nossa existência é uma realidade sagrada” e que “a vida humana, nas suas diferentes dimensões é uma realidade sagrada. É a realidade sagrada, onde se expressa verdadeiramente a presença de Deus. Que o Verbo de Deus, se uniu a todos e a cada um de nós”. Por isso, “nós somos, devemos ser, queremos procurar ser, cada vez mais, a expressão de Deus” e que “também no nosso corpo, também na nossa vida se expresse o Deus feito homem”. No fundo, que “sejamos extensões da sua encarnação”, nós que estamos unidos a Ele pelo batismo.