D. Nuno Brás esteve no Cenáculo Regional e disse que o escutismo continua a mostrar que “precisamos uns dos outros”

D.R.

D. Nuno Brás esteve este sábado, dia 23 de março,  no 17º Ciclo do Cenáculo Regional,  que reuniu vários caminheiros/companheiros da Região da Madeira, na Ribeira de Machico. Esta foi, de resto, a primeira vez que um bispo participou neste fórum destinado a escuteiros com idades compreendidas entre os 18 e os 22 anos.

O bispo do Funchal, que também fez a sua promessa precisamente como caminheiro, em 1980, e fundou o agrupamento 379, começou por saudar os jovens presentes, e por partilhar com eles a história da sua ligação ao escutismo e aos ideais de Baden Powell, particularmente o sistema de partilha. E esta foi a primeira ideia que quis passar como ensinamento, porque a partilha  “significa que todos são responsáveis por todos”.  Num mundo em que procuramos nos “desenrascar sem a ajuda dos outros”, o escutismos continua a mostrar que, na verdade, “precisamos uns dos outros” e que “nós só somos verdadeiramente livres quando os outros forem livres também”. É por isso que “este ser com os outros e este viver com os outros, é essencial”.

Mas o escutismo mostra-nos ainda muitas outras coisas, disse o prelado. Mostra-nos, por exemplo, que “podemos ser pobres e ser felizes”, ou seja, que “somos capazes de, na natureza, arranjar as nossas mesas, as nossas camas, que não precisamos de televisão, de internet ou de telemóveis”. Dito de outra forma “não devemos fazer depender a nossa felicidade do ter coisas”, mas “do ser”.

Além disso, o escutismo continua a incutir o “respeito pela criação”. Não se trata, disse, de “ecologia barata”, mas de “saber viver com o que a natureza nos dá”, respeitando os seus ciclos. Um caminheiro faz isso e “quando parte vai mais adulto do que quando chegou”.

O prelado disponibilizou-se ainda para responder a algumas questões colocadas pelos participantes no Cenáculo 2019.

Actualmente o Corpo Nacional de Escutas no arquipélago da Madeira congrega cerca de 1100 Escuteiros, distribuídos pelos 16 agrupamentos existentes nos concelhos do Funchal, Câmara de Lobos, Santa Cruz, Machico, Ribeira Brava, Calheta e Porto Santo.