Ofertório na celebração da tomada de posse de D. Nuno Brás

D. Nuno recebe no momento do ofertório símbolos dos sete arciprestados da Diocese do Funchal | D.R.

Por Graça Alves

Trazemos, hoje, a este altar, quem somos, como diocese: sete arciprestados feitos de terra e de mar, feitos de sol e de ventos, feitos de paz e de lutas, de luzes e de sombras. Somos assim: uma família unida pelo Espírito Santo que chama a Deus, nosso Pai; um povo à procura da perfeição, abertos ao sol do amor de Cristo, do centro da nossa espiritualidade, da vontade de estarmos mais perto de Deus, que nos convoca em comunhão trinitária.

Na aventura de Infinito, trazemos o barco dos pescadores de Câmara de Lobos e um mar de esperança à nossa frente, a poesia das mãos das mulheres da Ribeira Brava e Ponta de Sol, o fruto do trabalho e a coragem dos homens que conquistam as montanhas em São Vicente e no Porto Moniz, a vida simples do campo, numa casa de Santana e os símbolos da espiritualidade da Calheta, de Santa Cruz e Machico: a salva do Divino, o Cristo Rei e o Senhor dos Milagres. Trazemos a sede desta diocese do Funchal, que se abraça ao Porto Santo e nos faz arquipélago.

Somos nós, hoje, neste altar. As ilhas. Terra e mar. Temos a cruz no peito e a Senhora do Monte, vestida da Luz Pascal, a defender-nos dos medos e angústias. Somos nós. Gratidão e esperança. São feitos dessa matéria, os dons que depositamos no altar deste dia em que recebemos um novo timoneiro para a nossa barca. É a nossa viagem e os nossos sonhos, que trazemos ao altar deste dia. Que eles se transformem, junto com o Pão e com o Vinho, no Corpo entregue e no Sangue derramado, por amor, numa verdadeira e permanente Missão.