D. Nuno Brás na chegada à Madeira: “Não sou político, nem gestor. Sou Bispo. Tenho a missão de evangelizar”

Foto: Duarte Gomes

O novo bispo do Funchal, D. Nuno Brás, que aterrou esta sexta-feira, dia 15 de fevereiro, na Madeira, disse que “é importante o diálogo com todas as diferentes instituições que constituem a sociedade da Madeira e Porto Santo: regionais, autárquicas, culturais”.

“O diálogo e o respeito mútuo no exercício das diversas funções serão o método para esta colaboração”, frisou ainda o prelado, na saudação que dirigiu aos madeirenses e portosantenses à chegada ao Aeroporto Cristiano Ronaldo.

Ainda na sala VIP do Aeroporto D. Nuno Brás afirmou que veio “para servir” e que irá “estar sempre disponível para escutar e agir para o bem de todos os que habitam estas ilhas, não como estrangeiro mas como madeirense”.

“A minha primeira tarefa é, obviamente, a de conhecer a realidade humana e cristã destas duas ilhas. Várias vezes visitei a Madeira. Mas é bem diferente passar e passear, de estar a tempo inteiro para o serviço. E para um serviço muito concreto: o de ser Bispo, Sucessor dos Apóstolos, presença de Cristo. Não sou político, nem gestor. Sou Bispo. Tenho a missão de evangelizar, celebrar os sacramentos, conduzir o povo de Deus como Bom Pastor”, frisou.

O novo bispo do Funchal disse ainda que na Carta de nomeação que o Papa Francisco lhe enviou e que será lida a todos no próximo domingo, Francisco “convida os cristãos da Madeira a duas coisas: a viver cada vez mais diligentemente os divinos preceitos (quer dizer: o mandamento de amor a Deus e ao próximo) e a manifestar a viva presença de Cristo no mundo”; “Podemos, portanto, dizer que o Papa nos aponta uma dupla tarefa: construir comunidade cristã e evangelizar. Estes serão, portanto, os dois aspectos da missão que todos havemos de procurar cumprir”, acrescentou.

A propósito, D. Nuno Brás disse ainda que “esta é uma missão de todos os cristãos. É uma missão de toda a Igreja diocesana, em que todos — leigos, sacerdotes, religiosos e, como é óbvio o próprio Bispo — hão-de sentir-se empenhados”. “Conto, por isso, com todos. Serei o pastor, que, como diz o Papa Francisco, umas vezes irá à frente a abrir caminho, outras vezes irá atrás, cuidando que ninguém fique fora, outras vezes irá no meio do rebanho, animando a todos. Espero poder fazê-lo com humildade e ousadia”, realçou.

Por fim, o novo bispo deixou uma palavra para a comunicação social “que desempenha um papel tão central na vida dos madeirenses”, tendo dito que esta também pode contar consigo “em tudo o que for verdadeira comunicação de serviço aos madeirenses. Espero também poder contar convosco”, salientou.

“Não posso, ainda, deixar de agradecer publicamente as muitas saudações que me têm chegado de cristãos a título pessoal, de movimentos de apostolado e de instituições da Região. Tal como não posso deixar de agradecer o acolhimento, serenidade e transparência com que fui acolhido pelo Senhor D. António Carrilho”, acrescentou ainda. D. António Carrilho que, de resto, foi receber o seu sucessor à placa, tendo ambos trocado um abraço. Logo depois de beijar solo madeirense, D. Nuno seguiu depois para a sala VIP, onde era aguardado por um grupo de crianças do terceiro e quarto ano do Externato de S. Francisco de Sales, de Gaula, que presentearam o novo bispo com cânticos e flores. Em jeito de retribuição do gesto D. Nuno pediu já às irmãs que ali se encontravam para que seja agendada uma visita àquele estabelecimento de ensino.

Recorde-se que D. Nuno Brás, que foi recebido no aeroporto também por D. Teodoro de Faria, Filipe Sousa, presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, e por vários outros membros do clero madeirense e não só, é o 33.º bispo da Diocese do Funchal e que a sua tomada de posse está agendada para o próximo domingo, às 16 horas, na Sé do Funchal.