Celebração na Sé assinalou Dia Mundial do Doente

Foto: Duarte Gomes

“Ninguém pode ficar indiferente à dor e ao sofrimento” e nem tão pouco “dispensar o coração”, quando o que está em causa é tratar de doentes. Quem o disse foi o cónego Fiel de Sousa, esta segunda-feira, dia 11 de fevereiro, durante a celebração do XXVII Dia Mundial do Doente, na Sé.  O vigário geral sublinhou ainda como “é importante a saúde”, até para se aferir a qualidade de um país, tendo explicado que essa qualidade “se pode medir pela forma como se tratam as crianças, os nossos irmãos idosos e os nossos irmãos doentes”. 

Este Dia do Doente, assinalado anualmente desde 1992 por iniciativa do Papa São João Paulo II, é também e segundo o cónego Fiel, uma oportunidade de lembrar “a importância de estarmos unidos” e “comprometidos neste ataque à doença”. Daí o agradecimento que deixou aos fiéis, mas também e principalmente aos representantes de várias entidades presentes, nomeadamente ligadas ao SESARAM, que participaram na celebração deste Dia Mundial, que este ano teve como tema, proposto pelo Papa Francisco – «Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8).

De resto, o cónego Fiel saudou todos os agentes de saúde, os voluntários e os capelães de várias instituições que com ele concelebraram e que se dedicam generosamente, nos hospitais ou em suas casas, ao serviço de cuidar de quem está privado da sua saúde.

Aludindo ao tema proposto o vigário geral disse ainda que na sua mensagem Francisco lembra, e citou, “que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito como os do Bom Samaritano. O cuidado dos doentes precisa de profissionalismo e ternura, de gestos gratuitos, imediatos e simples, como uma carícia, pelos quais fazemos sentir ao outro que nos é «querido»”. 

Neste contexto, o cónego Fiel agradeceu a todos aqueles que “tantas vezes dão mais do que aquilo que está estabelecido e lhes é pedido”, quando tratam dos doentes. Um “trabalho extra” que, disse, é feito “por amor”, sem olhar “ao dinheiro e ao lucro”, e que nem sempre é reconhecido. Neste vasto grupo incluíu as famílias, que cuidam dos seus doentes, e os profissionais de saúde que fazem uso da ciência e da tecnologia que “melhorou e continuará a melhorar”, mas que não pode “dispensar o coração”. O médico, frisou, “vai precisar de um computador para poder colocar lá os dados e receber informação concreta que o ajude a resolver um problema, mas isso não o dispensará de olhar, olhos nos olhos, o seu doente”. É esta parte humana, de um toque e de um olhar, que máquina nenhuma pode substituir. 

Por fim o vigário geral lembrou que este XXVII Dia Mundial do Doente, que foi celebrado de modo solene em Calcutá, na Índia e que na sua mensagem o Papa também se referia à figura da Santa Madre Teresa de Calcutá, “um modelo de caridade que tornou visível o amor de Deus pelos pobres e os doentes.”

Como é hábito nesta Eucaristia procedeu-se à unção dos doentes, e não só, constituindo este um gesto que nada tem de funesto, mas que é antes e como diz o Papa, um sinal de «Jesus que chega para o erguer, para lhe dar força, para lhe dar esperança, para o ajudar».