JMJ 2019: Jovens capazes de sonhar grandes coisas

D.R.

Abertura do encontro mundial de jovens 

«Os pequenos» podem «sonhar grandes coisas»

A Jornada Mundial da Juventude iniciou, no dia 22, com Missa presidida pelo arcebispo do Panamá, D. José Domingo Ulloa Mendieta, e a sua realização num pequeno país da América Central mostra a capacidade que tem de “sonhar grandes coisas”.

“Estou convencido, e digo-o do meu coração e com a minha experiência: a partir desta JMJ, nenhum pobre e nenhum pequeno há de ter medo de sonhar grandes coisas”, afirmou D. Ulloa.

A Missa de inauguração da JMJ foi celebrada, no Campo de Santa María La Antigua, e seguiu-se a inauguração do Festival da Juventude, com iniciativas ao longo de toda a jornada.

Segundo a organização da JMJ, participaram na Missa de Abertura 75 mil pessoas, entre jovens, sacerdotes e bispos.

No fim da celebração, o arcebispo do Panamá agradeceu a todo os jovens presentes, sublinhou que a cidade se transformou na “capital da juventude do mundo”, mostrando que todos devem continuar “a sonhar”.

“É uma grande verdade que nos dá esta jornada: a possibilidade que os pobres e os pequenos continuem a sonhar. E acreditamos que nada pode mandar nos nossos sonhos. É possível um mundo novo, uma Igreja nova”, disse D. Ulloa.

A Missa foi animada por um coro e orquestra, formados por centenas de jovens de diferentes países do mundo, nomeadamente da América Central, marcada por ritmos tropicais e a cultura musical campesina do país.

No momento do ofertório, mulheres vestidas de acordo com as festas panamianas levaram ao altar os dons para a celebração da Eucaristia.

O Campo de Santa María La Antigua foi o local para a celebração da Missa de abertura da Jornada, a que se seguiu o início do Festival da Juventude.

Bispo de Coimbra desafia jovens a serem ativos

Jovens cristãos ativos na Igreja e na sociedade

O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, apresentou, no dia 23, uma catequese aos jovens de língua portuguesa presentes nas JMJ. O bispo português quis desafiar os jovens a serem mais “ativos no meio da sociedade e do mundo onde estão inseridos”, disse à Agência ECCLESIA.

Para D. Virgílio Antunes, os jovens de hoje, “sobretudo o jovem cristão”, têm de “ser ativos”, porque existe uma tendência “muito grande” para a acomodação.

O individualismo “entrou na comunidade humana e eclesial”, frisou o bispo de Coimbra, falando da Virgem Maria como “modelo dos cristãos”.

Nesse sentido, acrescentou, a comunidade tem “de criar espaços”, a “começar pela Igreja”, para que a identidade juvenil seja uma realidade presente e “os jovens se sintam ativos”.

A Igreja Católica já “sente a urgência dessa mudança” e o Sínodo sobre os jovens, em outubro de 2018, ajudou a “perceber que a atitude tem de mudar”.

Os participantes na Jornada Mundial da Juventude participam até sexta-feira em catequeses feitas por 380 bispos, incluindo seis portugueses, em 25 idiomas; os temas propostos decorrem do lema da 34ª JMJ, ‘Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua Palavra’.

Hoje serão apresentadas outras quatro catequeses por bispos de Portugal.

JMJ 2019: Voluntária portuguesa admite «choque cultural» em experiência de aprendizagem

Na sala de imprensa casal brasileiro que se conheceu nas jornadas

A portuguesa Margarida Patrocínio participante na JMJ 2019, como voluntária, na área da Comunicação, admite que existiu um “choque cultural”.

Peregrina em Madrid, em 2011, a voluntária participa agora numa experiência “muito diferente”, “num novo país, uma nova cultura”, bem como o convívio com voluntários de outros países, com muitos contrastes em relação a Portugal e à Europa.

“Além de ser um grande encontro com o Santo Padre, esta questão intercultural e esta partilha, o testemunho, de cada língua, da cultura, é rica, muito interessante e emocionante, também”, disse.

Na sala de imprensa na Cidade do Panamá  encontrou a jornalista Fabíola Goulart e o designer gráfico Gustavo Huguenin, ambos com 32 anos.

Os brasileiros conheceram-se na preparação da JMJ do Rio de Janeiro (2013), casaram e estiveram na JMJ de Cracóvia (2016).

“A gente descobriu a nossa vocação na Jornada, então nada mais justo do que retorne a Deus tudo o que ele faz por nós, servindo a Jornada sempre que for possível, sempre que a Jornada precisar, que a Igreja precisar”, diz Fabíola Goulart.

Há 2 meses no Panamá, sublinham as diferenças que encontram e “A gente ama esse projeto da JMJ”, confessa Gustavo Huguenin.

Porto: Juventude organiza «Panamá in Douro»

Tempo de partilha e de confraternização

O Secretariado diocesano da pastoral juvenil do Porto vai  organizar,  com institutos e movimentos juvenis, o ‘Panamá in Douro’, nos dias 26 e 27 de janeiro, em Gondomar.

O programa da jornada, “ao estilo Jornada Mundial da Juventude”, começa com catequeses, em diversos pontos da vigararia que acolhe o encontro e depois do almoço fazem uma caminhada até ao Pavilhão Multiusos de Gondomar, onde vai ser “o grande encontro”.

Os jovens vão ser recebidos em festa e a tarde continua com “mais atividades de aprendizagem, partilha e reflexão”, sendo o final da tarde e noite “ocupados essencialmente com música de animação”.

Os participantes do ‘Panamá in Douro’ entram na madrugada do domingo, 27 de janeiro, em vigília de oração e o “grande encontro encerra com Eucaristia”, o ponto mais alto desta iniciativa.

O encontro ‘Panamá in Douro’ está projetado para cerca de 2000 jovens, dos 15 aos 35 anos. O bispo do Porto desafiou os jovens da diocese a participarem no evento ‘Panamá in Douro’.

D. Manuel Linda destacou o evento como “um tempo de encontro, de partilha, de silêncio, de preparação, de introspeção”, mas também de confraternização e entretenimento, nomeadamente através da presença das “melhores bandas de música de mensagem”.