Últimas palavras de Madre Virgínia

Imaculado Coração de Maria, tecto da igreja de Santo António, Funchal | D.R.

Por Grupo de Oração pela beatificação da Madre Virgínia Brites da Paixão

 

“Vamos para o Céu”! “Vamos para o Céu”! 

Eram 3h da madrugada do dia 17 de janeiro de 1929 e foram as palavras que as sobrinhas da Madre Virgínia, a Júlia e a Luísa, ouviram apesar da Madre Virgínia estar tão enfraquecida e mal poder balbuciar uma palavra. Elas testemunharam que, naquele momento da partida ao encontro do seu esposo, ela ganhou forças e exclamou com voz forte e feliz: “Vamos para o Céu!” por três vezes.

A alegria da Madre no momento da sua morte só se compreende no contexto do Evangelho segundo S. Mateus: “A meio da noite ouviu-se um brado: Aí vem o noivo, ide ao seu encontro! Todas aquelas virgens despertaram, então, e aprontaram as candeias…  chegou o noivo, as que estavam prontas, entraram com ele para a sala das núpcias…” (Mt 25,6, 7 e 10) 

De onde se conclui que a Madre Virgínia estava pronta com a sua “candeia acesa”.

A sua exclamação no plural indicia e garante que com ela há-de entrar também no Céu todos os que como ela vivem a vida escondida no Sagrado Coração de Jesus e que amam e veneram o Coração Imaculado de Maria, correspondendo à mensagem da qual ela foi mensageira.

O Padre Fernando Augusto da Silva acerca da Madre Virgínia disse que, ”apesar da sua vida simples e ignorada, que sempre procurou ter no seio da sua modesta família, fez-se em torno do seu ataúde, uma verdadeira apoteose que traduzia a crença da multidão nas eminentes virtudes e no privilegiado espírito de eleição da humilde religiosa”.

A admiração que a representante do nosso Grupo de Oração, Conceição Freitas, nutre por ela vem da graça recebida em favor de sua mãe através da referida Madre, quando em 1988 subindo até ao Mosteiro do Lombo dos Aguiares a implorar a intercessão da Madre para aquele ente querido que vindo de tratamentos do IPO – Lisboa, sem esperança de vida e muito debilitada, fora, então, favorecida com mais 13 anos de vida sem medicação e vindo a falecer no dia 17 de janeiro de 2002, no dia do aniversário da morte daquela a quem passou a chamar a sua “santa freirinha” como o povo a tratava.

Por toda a Ilha da Madeira o Grupo de Oração tem verificado que muita gente nova nunca ouviu falar da Madre Virgínia, mas que há sempre alguém que reconhece e testemunha a intercessão da Madre Virgínia nos casos difíceis que a vida lhe apresentara.

Dá conta de vários testemunhos, a pesquisa realizada pela Ir. Otília R. Fontoura, osc., descritos no Livro “Madre Virgínia, uma vida de Amor” e nos folhetos publicados tais como: “Os Milagres da Madre Virgínia” folheto publicado em 1930, logo um ano após a morte e que se encontra no acervo da Biblioteca Municipal do Funchal; e noutro intitulado: “A Madre Virgínia e as suas curas assombrosas” publicado em 1949, 20 anos após a morte, descrevendo em verso as graças referidas no 1º folheto.

O Grupo de Oração está e ficará sempre com a Madre Virgínia unida ao Imaculado Coração de Maria, vivendo as suas virtudes e pedindo a sua intercessão pois quer, como ela, poder dizer: “Vamos para o Céu”.