Madre Virgínia, a “santa freirinha”

Sagrado Coração de Jesus, tecto da igreja de Santo António, Funchal | D.R.

Por Grupo de Oração pela beatificação da Madre Virgínia Brites da Paixão

“Santa freirinha” era a forma popular, vulgar e carinhosa mas já com uma visão clara do que ela viria a ser, pois era assim o trato ainda em vida, ou por “a freirinha do Lombo dos Aguiares”. 

Estas expressões populares tão ternas correspondiam à simplicidade da Madre que fora a Abadessa do Convento das Mercês, função exercida com a humildade que lhe era peculiar, sempre pronta a servir a sua comunidade, pedindo sempre a opinião e colaboração de todas as freiras para exercer o seu cargo o melhor possível.

Na carta dirigida a Sua Santidade o Papa Bento XV, a revelar os desejos do Coração de Jesus e do Imaculado Coração de Maria, o Padre Prudêncio referiu que esses desejos tinham sido revelados “à alma simples duma religiosa capuchinha”, acrescentando que foram os desígnios da Providência Divina que a tinham colocado à sua pobre e humilde direção.

Foi à “alma simples” da Madre Virgínia que, no dia do Corpo de Deus em 1918, quando ainda decorria a 1ª Guerra Mundial, o Sagrado Coração de Jesus lhe transmitiu a seguinte mensagem: “Minha Filha, quereis bonança e paz? Prestai-me estas três homenagens: Amor, Adoração e Reparação”.

O pintor Luís Bernes pintou esta cena no alto, sobre a capela-mor, dentro da Igreja de Santo António a qual pode ser observada ainda hoje e meditada pela atualidade da mensagem. Trata-se de uma pégada histórica, um registo, que retrata a veracidade dos acontecimentos. 

Aquela mensagem é para nós, pois, o nosso tempo enfrenta muitas ameaças de guerras entre povos e até nas famílias.

No tecto da Igreja, o mesmo pintor, baseando-se no desenho revelado por Nossa Senhora à Madre Virgínia e destinado a figurar no escapulário do Imaculado Coração de Maria, para uso da Confraria que então se formou a pedido da Virgem à Madre Virgínia, desenhou uma imagem inédita, a que lá está.

Em vésperas da celebração da Eucaristia solene, para comemorar os 90 anos da morte da “santa freirinha”, o Grupo de Oração sente-se agradecido pelo nosso Pároco ter convidado D. António Carrilho a presidir à celebração e D. António Montes que tem a seu cargo a direção da Comissão nomeada para a análise teológica do Processo de beatificação, aberto em 2006 por D. Teodoro de Faria.

O Grupo de Oração agradece antecipadamente também a quem se associar a esta Oração Eucarística pela beatificação da Madre Virgínia Brites da Paixão para agradecer a Deus os dons com que a privilegiou para o nosso bem.

 Será às 19h da próxima quinta-feira, na Igreja de Santo António.