Empenho de todos no respeito pela dignidade das pessoas

D.R.

1.Uma mensagem de Ano Novo. 

Marcelo deixa alerta para eleições de 2019. Na sua mensagem de Ano Novo 2019, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, apelou ao exercício do voto nos três atos eleitorais de 2019 – eleições europeias, regionais da Madeira e legislativas – e considerou fundamental que haja bom senso nas campanhas. E pede a todos que usem o direito que têm de votar. 

O Presidente deixou alguns avisos a todos aos que pretendem candidatar-se: “Se quiserem ser candidatos analisem, com cuidado, o vosso percurso passado e assumam o compromisso de não desiludir os vossos eleitores”. 

“Pensem como é fácil destruir a democracia, com arrogâncias intoleráveis, promessas impossíveis, apelos sem realismo, radicalismos temerários, riscos indesejáveis”.

Podemos e devemos ter a ambição de ultrapassar a condenação de um de cada cinco portugueses à pobreza e ter a ambição de dar no país “mais credibilidade, transparência, verdade” às suas instituições políticas, fazendo com que “a confiança tenha razões acrescidas para se afirmar”. 

“Num mundo em que falta em direito, paz, diálogo, justiça”, (…) “a resposta a estes tempos só pode ser uma: valores, princípios e saber aprendido em quase novecentos anos de História; dignidade da pessoa, de todas as pessoas, a começar nas mais frágeis, excluídas, ignoradas”. 

2. Servir com sentido de missão a todos

Empenho dos católicos numa boa política. 

Houve alguns a quem não agradaram muito as ‘expressões polémicas’, talvez, mas ‘realistas’ de D. Nuno Almeida, bispo auxiliar de Braga. Disse no dia 1 de Janeiro, que o ano eleitoral de 2019, em Portugal, é uma oportunidade para exercer uma “cidadania atenta, ativa e criativa”, criticando o “lixo da corrupção”.

“Também está nas nossas mãos e nas nossas decisões uma mudança séria e a sério. Que ninguém nos roube a nossa liberdade de escolha”, declarou. E recordou os apelos recentes do Papa Francisco em favor da “boa política”. D. Nuno Almeida pediu um empenho concreto dos católicos neste campo, “porque muitos cristãos têm medo de sujar as mãos, corremos o risco de deixar a política em algumas mãos muito sujas”, advertiu.

O bispo auxiliar de Braga agradeceu depois à “maioria” dos políticos, que servem com sentido de missão, desejando que a Igreja e a sociedade “se construam, como casa para todos”.

“Todos somos chamados a trabalhar para que as instituições, as leis e os diversos ambientes sejam atingidos por um humanismo transcendente que ofereça às novas gerações oportunidade de plena realização e de trabalho para construir a civilização do amor fraterno, coerente com a mais profunda exigência de verdade, de liberdade e de justiça do ser humano”, acrescentou.

3. Os perigos do desinteresse e falta de ética

Alerta  para «desinteresse» na participação política. A Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) alertou para os perigos do “desinteresse” na participação política, por parte da sociedade, numa mensagem divulgada por ocasião do 52.º Dia Mundial da Paz (1 de janeiro de 2019).

O organismo católico fala num “crescente absentismo eleitoral e desinteresse na participação política”, lamentando “a frequência de atitudes que denotam falta de ética da parte de políticos de quem se esperaria um comportamento exemplar”.

Outras preocupações manifestadas pelo organismo de leigos católicos, ligado à Conferência Episcopal Portuguesa, são a “persistência de guerras perante o alheamento de muitos responsáveis políticos”, e o “comércio de armas, clandestino ou com a cumplicidade de governos indiferentes ao destino que a estas é dado”.

A CNJP elogia a mensagem do Papa para o 52º Dia Mundial da Paz, dedicada ao tema ‘A boa política está ao serviço da Paz’. E apela a uma maior atenção para o cuidado e proteção das crianças vítimas da guerra, a defesa do ambiente e a promoção da paz

4.Comunidade de Taizé – Madrid

Ecumenismo: Francisco e Guterres associam-se aos Jovens

O 41º Encontro Europeu dos Jovens (EEJ) reuniu em Madrid cerca de 15 mil participantes de vários países, incluindo 600 de Portugal. De destacar a a ação do Ir. Alois, da Comunidade de Taizé.

O Papa Francisco enviou uma mensagem aos participantes, na qual recorda o Sínodo de outubro 2018, no Vaticano, sobre a relação entre a Igreja e as novas gerações, pedindo a todos que façam crescer a “cultura do encontro”, no respeito pelas diferenças. O tema escolhido “a hospitalidade”, convida a ir ao encontro “dos que são descartados, rejeitados ou excluídos, dos pequenos e dos pobres”. “É possível viver uma hospitalidade generosa, aprender (…) a fazer frutificar os próprios talentos, para ser construtores de pontes entre Igrejas, religiões e povos”, assinala a mensagem pontifícia, divulgada pela comunidade de Taizé. 

António Guterres, secretário-geral da ONU, evocou, por sua vez, os encontros em que participou, na sua juventude, elogiando o “espírito ecuménico” destas iniciativas. E aponta aos jovens: “Reunis-vos num tempo de desafios e de incertezas, perante as alterações climáticas, os conflitos, as desigualdades crescentes e a intolerância que aumenta”. Conto convosco, jovens, para que o mundo possa avançar nos “objetivos comuns da paz, do desenvolvimento sustentável e no respeito pelos direitos da pessoa”.