Em dia da Sagrada Família D. António Carrilho ordenou dois novos diáconos

Na oportunidade o prelado agradeceu aos jovens “o testemunho da opção” e disse-lhes que “a Igreja do Funchal, confia em vós e espera com alegria o vosso serviço em doação total a Deus e ao seu povo”.

Foto: Duarte Gomes

André João Freitas Pinheiro e Marco Augusto Barros de Abreu são os novos diáconos da Diocese do Funchal. Foram ordenados por D. António Carrilho este domingo, 30 de dezembro, Dia da Sagrada Família, numa celebração que contou com a presença de vários sacerdotes, cónegos e bispos eméritos – Funchal e Bragança – e encheu a Sé de familiares, amigos e fiéis. 

No início da celebração, D. António Carrilho disse ser este “um dia de festa diocesana”, em que “nos alegramos” e “encontramos nesta ordenação uma esperança viva com dois jovens que, ordenados diáconos, se orientam para o sacerdócio”.

Na homilia, o prelado começou por referir que, “se na noite do Natal fomos convidados a contemplar o Deus Menino, hoje a Igreja convida-nos a contemplar todo o presépio” e aquela que é “a Sagrada Família da Nazaré”. A vê-la como “modelo de virtudes”, em especial no que toca “ao espírito de caridade” que, diria mais adiante, deve “ser a alma de toda a família cristã”. O que se pede é que as nossas famílias se “esforcem” por integrar nas suas vidas o exemplo da Família de Nazaré e “se manifestem famílias alegres e felizes”.

E hoje, disse, a Igreja convida-nos a fazer festa. Uma festa que, neste dia, “é também da família diocesana, em particular das comunidades de Santo António e do Curral das Freiras, às quais estão ligados os dois jovens que serão  ordenados diáconos”. Uma ordenação que, disse, acontece “num enquadramento especial” de “celebração e vivência de um Ano Missionário”.

E se “ao Diácono compete anunciar o Evangelho”, o prelado lembrou que a missão não é apenas deles, mas “de todos nós que somos Igreja e, por isso mesmo, convidados a tomar consciência da urgência da missão evangelizadora, com os seus desafios e os seus riscos”. Disse ainda que “vale a pena lançar-se nesta aventura maravilhosa” e “levar a todos o abraço de Deus”. De resto, essa ideia acaba por estar implicita no lema pastoral da nossa diocese para este Ano Missionário: ‘Ser Cristão, Viver em Missão’. “A Igreja nasce da Missão e não pode entender-se sem anunciar o Evangelho: ide, anunciai, e cumpri este mandato do Senhor”. 

Subjacente ao rito do Ministério dos Diáconos, frisou, “está a figura de Cristo, bom pastor, Ele que dá a vida pelas ovelhas”, num “testemunho de amor, caridade, serviço fraterno: Aquele que não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em abundância”. 

Dirigindo-se em particular aos jovens que seriam ordenados diáconos logo de seguida, o prelado lembrou-lhes que também eles vieram para servir, e pediu-lhes para que procurem “de todo o coração fazer a vontade de Deus” e, como Ele, “servir aos homens com alegria” e ser “homens de bom testemunho”, “enraizados e firmes na fé”, que “pregam com os lábios, mas “testemunham com as obras a palavra que proclamais”. 

O prelado terminou agradecendo a ambos “o testemunho da vossa opção”, frisando que a mesma “se torna apelo para outros jovens” e referindo que, se tudo correr como previsto, a ordenação sacerdotal do André e do Marco acontecerá em finais de julho próximo. Nos agradecimentos, não foram esquecidas “as famílias, párocos e comunidades paroquiais, aos seminários e respetivas equipas formadoras, tanto no Funchal como em Lisboa, e a todos quantos se cruzaram  na vossa vida e vos ajudaram a caminhar para uma meta que está cada vez mais próxima”. De resto, disse, “a Igreja do Funchal, confia em vós e espera com alegria o vosso serviço em doação total a Deus e ao seu povo”.

Rito e gestos concretos

A ordenação dos novos diáconos é um Rito repleto de momentos e gestos concretos. Em primeiro lugar há o momento da nomeação, em que cada um é chamado pelo nome, reponde presente e apresenta-se diante do bispo. Depois o Reitor do Seminário, neste caso o Cónego Carlos Nunes, pede ao bispo que os ordene para o Ministério do Diaconado, atestando que são “considerados dignos”. 

Depois decorreram as promessas daqueles que vão ser ordenados diáconos, seguindo-se a súplica litânica com o canto das Ladainhas, enquanto os eleitos estão prostrados.

Em seguida, o bispo diocesano impõe, em silêncio, as mãos sobre cada um dos eleitos e reza, então, a oração de ordenação. Após este momento, o novo diácono é revestido – neste caso pelos párocos de cada uma das paróquias a que pertencem – com as vestes diaconais (a estola pendida sobre o ombro esquerdo e a dalmática) e recebem, em seguida,  o livro dos Evangelhos.

No final da celebração, todos acolheram com alegria os novos ministros que, se mostravam felizes e confiantes em Deus para o serviço que agora assumem.