Crismados no Santo da Serra querem ser “cristãos ativos” que arriscam em vez de ficar acomodados

Foto: Duarte Gomes

Foram 75 os jovens que este domingo, dia 4 de novembro, receberam o Sacramento do Crisma na Igreja Paroquial do Santo da Serra, no decorrer de uma Eucaristia presidida pelo Bispo do Funchal.

À chegada à igreja D. António voltou a ser agraciado com flores e palavras de boas vindas, lidas por um jovem em representação dos restantes, na sua maioria oriundos do Santo da Serra, mas vindos também de João Ferino e do Bom Caminho, três das quatro paróquias que estão a cargo do Pe. Luís Miguel.

Das palavras iniciais, e em ano dedicado à Missão, de destacar a consciência dos jovens de que “somos Igreja” e de que “a nossa missão é fazê-la crescer e torna-la mais viva e juvenil”, sendo “protagonistas de uma Igreja em constante mudança”. Para isso, é preciso dar “uma resposta Cristã às inquietações que surgem” e ser “cristãos ativos” que “arriscam”, em vez de estar “parados e acomodados”, disse o jovem.

A estas primeiras palavras. D. António Carrilho reagiu com um natural “muito obrigado”, mas também agrado por estes jovens darem sinais de “quem vêm predispostos a acolher aquilo que o Sacramento do Crisma proporciona”.

No início da Eucaristia coube ao Pe. Luís Miguel manifestar a “alegria da comunidade” pela presença “amiga e próxima” do prelado, e agradecer-lhe “por aquilo que tem feito em prol da nossa Igreja Diocesana”. Mais tarde, fez também a apresentação do grupo, que na sua maioria fez os 10 anos normais de catequese, a que se juntaram “5 encontros de preparação intensiva aqui na Igreja”, os quais proporcionaram “momentos belos, de troca de experiências e um “refres” dos conteúdos da nossa fé”. Perante isto, considerou-os aptos para receber o Sacramento da Confirmação.

D. António agradeceu as palavras de saudação, de acolhimento e a apresentação do grupo, que se mantinha de pé diante da comunidade, como que a dizer “estamos aqui” e sabemos o que esperam de nós.

Na homilia, o prelado convidou os presentes a recordar o momento do seu Crisma e a reflectir sobre “o que é que guardam no vosso coração da festa desse dia”. Convidou também os crismandos a fazer o mesmo exercício, mas já na perspetiva de que não podem ficar só memórias da festa exterior, mas o “essencial”. E o essencial, frisou, são os anos de catequese” e os “ensinamentos” que foram recebendo, mas também, do “compromisso de fé” que se preparavam para assumir, até porque aquela, disse, não era “uma festa qualquer”, mas sim “uma festa de fé”. Uma fé que “se aviva para todos”, fortalecidos “pela luz e pela força do Espírito Santo”.

Referindo-se à palavra proclamada, nomeadamente ao Evangelho, D. António falou da semente, que não é mais do que a palavra de Deus. Se ela cair, como se dizia no texto, “em boa terra”, isto é “no nosso coração”, vai dar frutos. E neste caso os frutos são “os caminhos que seguimos”, a forma como nos “relacionamos uns com os outros”, aquilo que fazemos para “para edificar um reino novo” e uma “Igreja nova”, a partir de nós e nos meios onde nos inserimos, seja na família, na escola, nos grupos culturais, desportivos e de trabalho. É claro que a tarefa não é fácil. “É preciso ter uma fé muito viva e muito grande”, para ultrapassar “as lutas, as dificuldades e os sofrimentos”, disse D. António. Mas para isso, “contamos com o Espírito Santo” e com a “luz e a força de Cristo ressuscitado”.

Concluída a crismação individual D. António deu os parabéns a todos os crismados, que desafiou a “viver como bons cristãos”. Dirigiu-se depois aos padrinhos a quem lembrou que, ao aceitarem o convite, assumiram responsabilidades, nomeadamente de estar disponíveis para os ajudar em qualquer circunstância da vida.

Já a terminar a cerimónia, e depois dos agradecimentos do Pe. Luís Miguel a todos quantos tornaram esta cerimónia possível, o bispo do Funchal voltou a dirigir-se aos crismados, a quem pediu para que rezassem todos os dias um bocadinho e para que não deixassem de ir à Missa do domingo.

Pediu-lhes também, e à comunidade, para que rezassem pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, pelo seminário e pré-seminário, e para que pensassem na possibilidade de seguir o caminho da vida religiosa, missionária ou do sacerdócio. Como exemplo, momentos antes, o próprio Pe. Luís Miguel falou do Pe. Carlos Almada, o mais jovem sacerdote da Diocese, cuja primeira pregação, lembrou, aconteceu precisamente no Santo da Serra.

Terminada a Eucaristia e como é habitual, o bispo do Funchal ofereceu a cada jovem, em nome da Diocese, o livro dos “Evangelhos e Atos dos Apóstolos” que, disse, “não é para ficar numa qualquer gaveta, esquecido ou numa estante a apanhar pó”, mas para “estar ao serviço de todos lá em casa”.