Caminhar juntos: Jovens em movimento missionário

«Caminhar juntos» é expressão já muito usada pelo papa Francisco na Exortação “Gaudete et Exsultate”, no Sínodo dos Bispos, e pelo Papa argentino em muitas circunstâncias. Como Igreja “em saída”, “em campanha”, “caminhemos juntos”, “a salvação é recíproca”, “a solidão é um pecado social” e é uma “epidemia do nosso tempo”, “o egoísmo mata”, “a rejeição de Deus afasta-nos do outro”, … Caminhar juntos será como que um olhar sobre o mundo em todas as dimensões, …  Daremos prioridade a temas do “Sínodo dos jovens 2018” e da missão.

1.FILIPINAS – Ano da Juventude 2019

Jovens filipinos e 500 anos de evangelização

O Ano da Juventude insere-se no percurso plurianual traçado pela Igreja católica nas Filipinas em preparação para 2021, que marca os 500 anos da chegada do Evangelho ao país do sudeste asiático (1521-2021). Cada ano é dedicado a um tema específico. 2019 será o “Ano dos Jovens”: anunciou a Conferência episcopal Filipina.

Segundo a Comissão episcopal para a juventude – informa a agência missionária Fides – o “Ano da juventude 2019” terá início oficialmente com a festa de Cristo Rei, em 25 de novembro de 2018, mas terá a solene cerimónia de abertura em 2 de dezembro na capital Manila.

Ocasião de conversão e oração

A Comissão convidou sua rede de 86 responsáveis diocesanos da Pastoral da Juventude e dos líderes das organizações nacionais a “participar da organização geral e a oferecer sua contribuição, inclusive para a criação do logotipo oficial e música temática”, disse à Fides a jovem católica Eva Mae Famillaran Palmero. “A celebração do AJ será ocasião de oração, de anúncio do amor de Deus. Será oportunidade para tornar-se mais firmes na fé”, disse Jovanie Bacolcol, líder e animador dos jovens.

500 anos de evangelização

Em 1521 os indígenas Rajah Humabon e Hara Amihan foram os dois primeiros batizados filipinos, e lhes foram dados os nomes de Carlos e Juana. Os missionários espanhóis levaram a fé cristã às Filipinas 500 anos atrás e hoje o país é a nação com a mais ampla população católica na Ásia, constituindo 80% dos 110 milhões de habitantes.

2.MADEIRA e PORTO SANTO – um povo em missão

600 anos da descoberta de Porto Santo

«O Porto Santo e a Madeira tornaram-se espaços abertos à universalidade e encontro de culturas», declarou D. António Carrilho. O bispo do Funchal presidiu – no dia 01 de novembro 2018 – à Missa na igreja de Nossa Senhora da Piedade, do Porto Santo, no dia em que se assinalavam os 600 anos da descoberta da ilha.

“A nossa ilha do Porto Santo está em festa! Fazemos hoje memória jubilosa dos 600 anos da chegada dos portugueses a esta terra e damos graças pelas maravilhas que Deus realizou, na multissecular história do nosso povo”, declarou D. António Carrilho, na homilia. E elogiou “o povo das Ilhas Atlânticas que, ao longo da sua história, esteve profundamente marcado pela inquietação e dinamismo missionário de levar a fé cristã a outras paragens do mundo. A insularidade não isolou as suas gentes; pelo contrário, o Porto Santo e a Madeira tornaram-se, ainda que de modo diferente, espaços abertos à universalidade e encontro de culturas”.

Os descobrimentos e a missionação

D. António Carrilho colocou os momentos da chegada ao Porto Santo e à Madeira, bem como o seu povoamento, no séc. XV, no quadro da “epopeia dos Descobrimentos do povo luso” e da missionação portuguesa. “Os descobrimentos projetaram Portugal, sem dúvida, para lugar de grande relevo na história da humanidade e constituem um elemento decisivo da identidade nacional e da atividade missionária da Igreja”, sustentou.

A celebração contou com a presença dos presidentes da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, e do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque.

  1. LISBOA – Jovens em Congresso

Congresso jovens portugueses

3MN: Congresso debate a realidade dos três milhões de jovens portugueses

A Fraternidade Verbum Dei vai promover o colóquio 3MN para jovens, pais, professores, educadores e pessoas que “lidam com a juventude”. “Vários intervenientes vão falar sobre os jovens, e procurar perceber o que  pensam, o que sentem, como veem o seu futuro e a sua realidade atual em diversos aspetos”, afirmou o Paulo Oom, da organização. Para o pediatra, o objetivo é enfrentar três contextos: “a relação com os outros, a relação com a sociedade e a relação com Deus”. “Nós fomos ambiciosos, e pensámos numa das maiores salas de Lisboa: “numa sala grande e numa sala cheia”.

O porquê do Congresso

Na apresentação do “3 Milhões de Nós” (3MN) Carolina Branco referiu que querem “criar um espaço de comunicação entre jovens e adultos que lidam diretamente com os jovens, pais educadores, professores”. A Irmã Núria Frau, Missionária Verbum Dei, recordou que a ideia de um congresso sobre os jovens nasceu ainda antes da realização do Sínodo dos Bispos e teve como motivação o encontro dos diferentes membros da Fraternidade Verbum Dei e o seu interesse em “continuar a fazer algo” em conjunto: “… acompanhar os jovens e também vivermos a nossa juventude”, acrescentou. O congresso será para crentes e não crentes..

“O Papa está a dizer-nos para sair das nossas igrejas, para criar palcos que sejam para todos”, disse a irmã Núria, acrescentando que é necessário “ser capaz de criar valores que nos façam acreditar que ‘ser humanos’ é o melhor que podemos ter”.

congresso ‘3MN’ vai decorrer no dia 10 de novembro, sábado, na Aula Magna da Universidade de Lisboa: durante a manhã – com diferentes conferencistas em cada um de três temas (“Eu e com os outros”, “Eu com a sociedade” e “Eu e a espiritualidade”) e três mesas redondas de tarde, sobre voluntariado, empreendedorismo e convicções