Contingente Nacional de partida para o Iraque faz-se acompanhar de imagem da Senhora do Monte benzida por D. António Carrilho

D. António Carrilho benzeu a imagem de Nossa Senhora do Monte que acompanhará os militares com missão no Iraque | Foto: Duarte Gomes

Decorreu este domingo, Dia Mundial das Missões, na Igreja do Colégio, uma Eucaristia em que participaram militares da força que parte no dia 5 de novembro para o Iraque, com a missão de ministrar treino às tropas locais.

Composta por 30 elementos esta força foi, pela primeira vez,  totalmente aprontada na Madeira, um pormenor a que o próprio bispo diocesano, que presidiu à celebração, fez referência no início da mesma. 

D. António sublinhou ainda que esta Eucaristia tinha uma “dupla dimensão”, que se “unifica” na missão da Igreja no mundo e “na de “instituições que são chamadas, e generosamente respondem, a serviços necessários”.

Na homilia, o prelado deu os “parabéns aos voluntários”, entre oficiais, sargentos e praças, “pela generosidade para este serviço que é difícil, certamente desafiante, até pelas dificuldades e riscos possíveis, mas certamente também uma experiência que pode ser imensamente rica e que projeta o nome de Portugal”.

Aludindo às imagens dos padroeiros das Missões que se encontravam em destaque junto ao altar, D. António disse que tanto a de São Francisco Xavier, com a cruz em punho, como a de Santa Teresinha do Menino Jesus, com o crucifixo e um braçado de rosas, “levam-nos a imensos testemunhos de quem dá a vida para anunciar a Boa Nova de Jesus Cristo”.

Numa breve referência às leituras “escolhidas especialmente a pensar nesta missão”, o prelado começou pela do profeta Isaías, que “fala de um povo abatido, desalentado e sofredor”, mas que fala também de “uma palavra de esperança”, de um povo que “passa a reconhecer que a luz do Senhor brilha sobre a terra” e que as nações vão caminhar sob essa luz. Uma luz que, frisou “hoje, para nós é Cristo”, que “ilumina os nossos caminhos, consciências e corações”.

Cristo que escolheu um grupo para difundir essa luz através da Missão, como aparece referenciado na segunda leitura e no Evangelho, e a quem mais do que uma vez disse “Eu estarei sempre convosco, até ao fim dos tempos”. Uma expressão de confiança que D. António quis deixar também aos militares que estão de partida e que levam consigo ”uma companheira especial: Nossa Senhora do Monte”, em quem depositam confiança e “uma fé viva” que fortalece nas mais variadas circunstâncias e nos momentos mais difíceis. “Contam com uma proteção especial, e com a ajuda maternal de Maria, que vai convosco na sua imagem”, disse D. António.

De resto, um dos momentos altos desta celebração, em que participaram ainda entidades militares, civis e religiosas foi precisamente a bênção de uma pequenina imagem de Nossa Senhora do Monte por D. António, que a entregou depois ao comandante do 8º Contigente Nacional. 

Dirigindo-se aos militares que vão partir, D. António quis deixar-lhes “votos dos maiores sucessos”, mas também “duas recomendações muito simples”. A primeira foi sobre a importância da “unidade e forte Espírito de Missão” e a segunda sobre a necessidade  de manter “o amor fiel à família”. Família que fica longe, mas que “conta de uma maneira especial” e que assume também de certa forma a Missão daqueles que partem.

Terminada a Eucaristia iniciou-se, na Praça do Município, a cerimónia Militar do Juramento de Bandeira do 6.º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército de 2018  e a entrega do Estandarte Nacional ao 8.º Contingente Nacional, Forças Nacionais Destacadas, numa cerimónia presidida pelo Representante da República para a Madeira, Juiz Conselheiro Ireneu Cabral Barreto, contando com a presença de Tranquada Gomes e de Miguel Albuquerque. 

Da Instituição Militar estiveram presentes o Comandante das Forças Terrestres, Tenente-General Rui Guerra Pereira e o Comandante Operacional e da Zona Militar da Madeira, Major-General Carlos Perestrelo.