Retiros são importantes para “não perdermos o rumo”, diz Pe. Miguel Ferreira

Foto: Duarte Gomes

Terminou ao fim da manhã de sexta-feira, dia 6 de junho, o retiro do clero que esteve a decorrer durante uma semana, na Casa de Retiros do Terreiro da Luta, e foi orientado pelo Pe. Miguel Gonçalves Ferreira, Sacerdote Jesuíta, formador e mestre de noviços em Coimbra.

Em jeito de balanço desta semana de reflexão, que envolveu um grupo de 16 sacerdotes, o Pe. Miguel Ferreira começou por explicar que a proposta  para a mesma assentou nos exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola”.  Além disso, “estivemos em conjunto a refletir e a rezar sobre o tema do discernimento, que o Papa Francisco propõe à Igreja, procurando aprofundar como é que somos convidados e como é que podemos nós também discernir”.

Este tipo de retiros, frisou ainda o Pe. Miguel Ferreira, servem também para que “os sacerdotes façam uma paragem nas suas atividades do dia a dia. A vida de um pároco é cheia de muitas solicitações e de muitas necessidades que têm de ser atendidas. Então, é importante que durante o ano eles tenham alguns momentos de paragem para poderem recentrar a sua atividade e para que a possam desenvolver à maneira e ao estilo de Jesus”. 

Mas estas pausas são importantes e necessárias não só para os sacerdotes, como também para os leigos. É que, refere o Pe. Miguel Ferreira, “vivemos num tempo que se pode tornar muito dispersivo, de tal forma que corremos o risco de ser, passe a expressão, engolidos pela atividade do dia a dia e perdermos o rumo e o norte”. 

Assim sendo, este tipo de iniciativas fazem cada vez mais sentido e fazem sentido que sejam “para todos”, mas “sobretudo para os sacerdotes, porque eles estão envolvidos na comunidade cristã como pastores, como aqueles que têm a seu cargo, uma paróquia, uma comunidade, a vida e a situação de muitas pessoas e muitas realidades diferente, desde a catequese, a transmissão da fé, desde a ajuda aos mais pobres, desde a celebração do culto, dos sacramentos”. Mais do que respostas, estes encontros acabam por servir para  “encontrar as perguntas certas” e sobretudo para “se encontrar com Jesus, que é aquele que nos chama e nos envia”.

Como é habitual o retiro terminou com uma Eucaristia, que foi celebrada na capela da Casa de Retiros do Terreiro da Luta e presidida pelo Bispo do Funchal, D. António Carrilho.