Dia da Região: D. António Carrilho diz que temos de continuar a ser “Ilhas Missionárias”

Foto: Duarte Gomes

No Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, este domingo (1 de julho), D. António Carrilho presidiu na Sé à habitual Eucaristia com Te Deum, que contou com a presença das principais entidades oficiais ou seus representantes, já que este ano as comemorações estiveram centradas no Porto Santo, e em que o prelado destacou a vivência da fé dos nossos antepassados, situações do tempo presente, e os desafios que se colocam ao futuro.

Na homilia, após breves reflexões sobre a palavra proclamada, o bispo do Funchal lembrou a nossa condição de Ilhas Missionárias. “Nos 600 anos de louvor e gratidão, que assinalam a descoberta das ilhas do Porto Santo e da Madeira, em 1418 e 1419, respetivamente, fazemos memória agradecida das multiplas bênçãos derramadas por Deus desde as origens desta Igreja particular”, frisou.

O prelado lembrou ainda os emigrantes que, com dedicação, souberam também manter vivas as tradições sociais, culturais e religiosas da sua terra de origem. Eles que, disse, dão “testemunho” da fé cristã, assumindo o seu “compromisso batismal, na vivência da fé e no dinamismo evangelizador e missionário”; “Foram eles e não apenas os sacerdotes e os religiosos, que ajudaram  abrir os horizontes da missão, levando o fulgor do Evangelho a outros povos”, frisou.

É essa “forte tradição evangelizadora”, que carateriza a Diocese do Funchal, que tem de continuar, especialmente agora perante “o desafio lançado a toda a Igreja pelo Papa Francisco, para se reforçar a consciência “do dever missionário”, com a proposta de se celebrar um ‘Mês Missionário Extraordinário’, em outubro de 2019, para assinalar os cem anos da Carta Apostólica ‘Maximum Illud’ do Papa Bento XV”, sobre a atividade missionária da Igreja.

Em resposta a este desafio, a Conferência Episcopal Portuguesa, “a fim de despertar novo entusiasmo pela missão alargou a experiência proposta de um mês para um Ano Missionário, de outubro de 2018 a outubro de 2019, publicando uma Nota Pastoral intitulada “Todos, tudo e Sempre em Missão”. 

Este apelo evangelizador, frisou D. António, é “dirigido ao coração de todos os crentes”, sendo «desejo do episcopado que a missão ganhe corpo em todos os âmbitos da pastoral e da vida cristã, que nos animem a ter coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho». Porém, reconheceu o bispo diocesano, “para que a missão seja fecunda, num mundo que perdeu muito da sua identidade religiosa e se distancia da igreja em diversas circunstâncias e contextos, importa que cada batizado viva, com entusiasmo, a riqueza da sua fé e dê claro testemunho da alegria de ser cristão”. 

Nesta missão de anunciar a alegria do Evangelho, contamos com “Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja”, a “grande missionária”, que nos acompanha neste tempo em que somos chamados a “sermos responsáveis pela graça do nosso batismo e a alargar horizontes de evangelização”.

Neste contexto, a celebração do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses foi ainda considerada por D. António Carrilho uma ocasião para cada um de nós “sentir-se chamado a dar o seu melhor, em todos os campos da vida eclesial, social, económica, política e cultural para que toda a sociedade de hoje e do amanhã seja a expressão do trabalho, dedicação e generosidade de todos”.