Sé do Funchal participa na Exposição “Rota das Catedrais” em Lisboa

A mostra é composta por 113 peças das catedrais do país, incluindo uma peça de ourivesaria quinhentista da Sé do Funchal, proveniente da coleção do Museu de Arte Sacra do Funchal.

A Galeria rei D. Luís do Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, acolhe desde quinta-feira, dia 28 de junho, a exposição “Na Rota das Catedrais – Construções de Identidades”. 

Em recentes declarações à Lusa o comissário da mostra, Marco Daniel Duarte, historiador de arte e diretor do Museu do Santuário de Fátima, quando disse que “esta exposição mostra um pouco do melhor que existe em todas as catedrais, edifícios muito importantes para a constituição de uma identidade nacional, secular, relacionada com os inícios da fundação da nacionalidade”.

A exposição é uma iniciativa da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, que assinaram em 2009 um acordo de cooperação para desenvolvimento do projeto ‘Rota das Catedrais’.

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A iniciativa abrange todo o território português, e envolve parceiros locais, regionais e nacionais – através dos cabidos, paróquias e direções regionais de Cultura – a par de outras entidades, que, ao longo dos anos, levaram a diversas ações de valorização do património envolvido.

As 113 peças desta exposição – muitas delas tesouros das catedrais, ou vindas de museus, bibliotecas e arquivos – vão desde o mobiliário à ourivesaria, na qual se inclui uma peça de ourivesaria quinhentista da Sé do Funchal, proveniente da coleção do Museu de Arte Sacra, passando ainda pela pintura, matéria têxtil, escultura, peças ligadas à prática litúrgica, livros antigos e partituras musicais.

“A partir desta exposição cultural e científica podemos olhar este património de forma mais consistente, valorizá-lo e amá-lo, um verbo que às vezes é tão difícil de usar, mas que é fundamental, porque só quando o amamos, podemos identificar e conseguimos preservar para as gerações que vêm a seguir”, sublinhou então o comissário.

De acordo com Marco Daniel Duarte, as peças percorrem um longo período temporal: a peça mais antiga é um prato de cerâmica do século VIII antes de Cristo, descoberto em escavações na Sé de Lisboa, e a mais recente uma escultura ‘Pietá’ de José Rodrigues, já do século XXI, da Catedral de Bragança.

O objetivo primordial desta mostra, que pode ser visitada até dia 30 de setembro, “é que depois de o visitante passar por esta exposição sinta necessidade de fazer essa rota pelo país e conhecer Portugal a partir das catedrais”.

Igualmente em declarações à agência Lusa, a arquiteta Paula Silva, diretora-geral do Património Cultural, apontou que “dificilmente este momento se repetirá”, com um tão grande número de peças provenientes de catedrais de todo o país, de museus e de bibliotecas.

“É um momento único, e o objetivo desta exposição é voltar a chamar a atenção para a Rota das Catedrais, e dar-lhe uma nova dinâmica, convidando os visitantes a visitá-las”, salientou.

Nesse sentido, é que é lançado também um roteiro para o público realizar as visitas.

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