D. António Carrilho aos crismados de São Martinho: “vivam como bons cristãos e participem na vida da Igreja e da sociedade”

O grupo era composto por 46 jovens e adultos, a quem o bispo do Funchal pediu ainda para que assumam a missão de dar testemunho do Evangelho.

Foto: Duarte Gomes

“Se me perguntarem o que é que eu espero de vós como Crismados? Espero que vivam como bons cristãos e que participem ativamente na vida da Igreja e da sociedade”. Assim se dirigiu, a dada altura da sua homilia, D. António Carrilho ao grupo a quem administrou o Sacramento da Confirmação na tarde do passado domingo, dia 13 de maio, na Paróquia de São Martinho.

Como é habitual nestas ocasiões, esse grupo foi apresentado pelo pároco, neste caso o Pe. Marcos Gonçalves, sendo o mesmo composto por 46 fiéis, dos quais 13 são adultos que ele próprio preparou, 32 são adolescentes e jovens que fizeram o percurso normal de 10 anos de catequese aos quais se juntou uma adolescente, transferida de Santo António. A todos o Pe. Marcos considerou “preparados para celebrar o crisma” e para serem “testemunhas da alegria do evangelho neste mundo”.

Perante esta afirmação o bispo do Funchal mostrou a sua alegria, sublinhando que “aquilo que tem valor tem de ser reconhecido no valor que tem.” Ou seja,  “nós temos de saber apreciar cada sacramento na importância, no valor, que realmente tem para a nossa vida cristã.” Assim sendo, “estar preparado significa ter esta consciência, e ainda bem, porque aquilo que fazemos hoje é marca hoje, mas é marca para a vida”. E “quanto mais consciência temos do que significa o Crisma na nossa vida, tanto melhor nós podemos realizar, concretizar, na nossa vida aquilo que nos é dado por este santo sacramento”.

Prosseguindo, D. António fez questão de lembrar aos crismandos que iam receber o crisma num dia com um significado muito especial: 13 de maio. Só por isso, disse, “não vão esquecer facilmente a data”, associando à mesma Nossa Senhora, a quem “numa atitude filial, e de confiança  entregamos as nossas vidas e pedimos uma proteção e uma benção especial”. Ela, a nossa Mãe, que “trouxe uma mensagem à Igreja, ao povo de Deus, a todos nós”. 

Referindo-se às leituras, o bispo diocesano lembrou que “a Igreja celebra hoje a liturgia da Ascensão do Senhor”, encerrando um ciclo de 40 dias que se seguem à Páscoa. A partir deste dia, a relação de Jesus com os apóstolos passou a ser diferente. As aparições que até então havia feito, “serviram para confirmar a fé Nele, daqueles a quem aparecia”, depois da sua morte e ressurreição. “Aquele grito das mulheres que foram junto do sepulcro aberto e que vieram anunciar que ele estava vivo, continua a fazer-se ouvir”, disse o prelado, para logo acrescentar que ele é “um convite para que nós confiemos numa vida em que vamos caminhando tendo a certeza de que o Jesus ressuscitado está presente pela luz e pela força do Seu espírito”. Ao ascender aos céus, Jesus confiou aos discípulos e à Igreja a missão de ir pelo mundo proclamar o Evangelho. 

Dirigindo-se aos crismandos, o bispo do Funchal disse que também eles, uma vez “confirmados na fé”, têm a partir de agora “a missão de viver e comunicar a mensagem que Jesus nos deixou”. Têm a missão de “viver como bons cristãos e de participar ativamente na vida da igreja e da sociedade”.

Já com os 46 jovens e adultos crismados, D. António dirigiu-se aos pais e particularmente aos padrinhos lembrando que os mesmos “São padrinhos hoje, mas são padrinhos para a vida” e têm a responsabilidade de “ser presença e ajuda, em qualquer momento”.

A cada um dos crismados D. António Carrilho pediu ainda para que rezassem todos os dias um bocadinho e para que não deixassem de ir à missa do domingo. “A vida hoje, disse, puxa para muitos lados, e às vezes há coisas importantes que ficam para trás”. Pediu também a toda a assembleia para que rezasse pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias. “Precisamos de rezar mais, para que se descubram caminhos de vocação especial. Porque não ser padre, religiosa? São caminhos diferentes, mas o que é importante é cada pessoa encontrar o seu caminho e ser feliz no caminho que encontra”, disse o prelado.

No final da Eucaristia cada crismado recebeu o respetivo diploma e ainda o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos”, que o bispo do Funchal ofereceu em nome da Diocese e que, disse, “não é para ficar na gaveta”, mas para ser lido por eles e pela família.