Bispo do Funchal encorajou crismados de Santo António a viver e comunicar a mensagem de Jesus “sem medo e sem vergonha”

Ao todo foram 35 os jovens, dois dos quais da Paróquia da Graça, que este domingo receberam o Sacramento da Confirmação.

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal administrou este domingo, dia 13 de Maio, o Sacramento da Confirmação a 35 Jovens na igreja paroquial  de Santo António. Destes, explicou o Cónego Carlos Nunes, a quem coube apresentar o grupo, 33  “fizeram o seu percurso normal de 10 anos de catequese na nossa comunidade paroquial”,  e dois a devida preparação na Paróquia da Graça. 

Ao longo deste percurso, disse o pároco, “estes jovens foram conhecendo cada vez mais Jesus Cristo e o Seu Evangelho” e estão, acrescentou, “preparados para receberem o Sacramento da Confirmação”.

Já D. António Carrilho, na homilia, agradeceu a apresentação destes jovens que, como foi dito, estavam preparados para receber “o Sacramento da Confirmação e as responsabilidades a ele inerentes”. Um sacramento, disse o prelado, “é algo que marca para a vida toda” e por isso mesmo, “nós queremos que cada um tenha, tanto quanto possível, a noção daquilo que pede e que implica”. Quando se diz que os jovens estão preparados é porque, “têm esta consciência”, e porque este dia vai ficar “como uma presença viva, da luz e da força de Deus, no caminhar da vida de cada um, para onde quer que ela se vá orientando no futuro”.

Em relação às leituras proclamadas, o bispo diocesano lembrou que “a Igreja celebra hoje a liturgia da Ascensão do Senhor”, encerrando um ciclo de 40 dias que se seguem à Páscoa. A partir deste dia, a relação de Jesus com os apóstolos deixou de ser pessoal, para passar a assumir “uma nova forma”. A Ressurreição e a Ascensão, disse, “fazem parte deste mesmo mistério da Glorificação do Jesus”. Ele que “está junto do Pai, a interceder por nós”, mas deixou aos seus discípulos a missão de dar a conhecer o Evangelho ao mundo. E se nós estamos aqui hoje, disse D. António, foi porque os discípulos e outros depois deles, fizeram chegar até nós, “pelas palavras e pelo testemunho”, a alegria da fé. 

Dirigindo-se aos crismandos, o bispo do Funchal disse que também eles, uma vez “confirmados na fé”, têm a partir de agora “a missão de viver e comunicar a mensagem que Jesus nos deixou, sem medo e sem vergonha” e sentindo “felicidade por viver como cristãos”.

O prelado aludiu ainda ao Círio Pascal, para dizer que ele representa “a Luz do Senhor”, que deve ser levada para a vida por cada um dos crismandos, tal como o fizeram os pais e padrinhos, na altura do Sacramento do Batismo, aquele que nos abriu as portas da Igreja. “Não é preciso ir de vela acesa, mas é preciso que a vida brilhe. E uma vida que brilha é uma vida digna, é uma vida sã, é uma vida responsável. É um testemunho que toca por aquilo que nós dizemos e pelo que nós fazemos”, frisou.

Já com os 35 jovens crismados, D. António dirigiu-se aos pais e padrinhos presentes lembrando que os mesmos têm a responsabilidade de continuar a ajudá-los, porque “há momentos na vida em que é sempre bom ter alguém que tenha uma palavra, um gesto, um estímulo, que ajude a superar as dificuldades e problemas” .

Lembrou ainda que “a festa do crisma é hoje, mas não é para hoje, é um dom para a vida”, e tanto os pais como os padrinhos têm a obrigação de ajudar os jovens a manter-se no caminho de proximidade com a Igreja.

A cada um dos crismados D. António Carrilho pediu para que rezassem todos os dias um bocadinho e para que não deixassem de ir à Missa do domingo. Pediu também a toda a assembleia para que rezasse pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias.

No final da Eucaristia o bispo do Funchal ofereceu a cada crismado, em nome da Diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos” que disse, “não é para ficar na gaveta”, mas para ser lido por eles e pela família.