Bispo do Funchal exortou finalistas a terem força, ânimo e coragem de olhar em frente

Ao todo foram 250 alunos Finalistas da Universidade da Madeira e da Escola Superior de Enfermagem São José de Cluny que participaram nesta Eucaristia de Bênção e Corte das Fitas.

Foto: Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu na tarde de sábado, dia 5 de maio, na Sé do Funchal, a uma Eucaristia no decorrer da qual procedeu à bênção de 250 alunos Finalistas da Universidade da Madeira e da Escola Superior de Enfermagem São José de Cluny. 

Depois referir que este era “um momento de festa para todos”, mas sobretudo para “cada um dos finalista”, D. António Carrilho fez ainda questão de lembrar que o momento era também de “gratidão”. Neste contexto, lembrou as famílias, as escolas e todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que este percurso, “de formação na área académica”, mas também “na área dos valores”, tivesse sido concluído com sucesso.

Todavia, admitiu o prelado, este é também um momento de “preocupação” e de “responsabilidade”, face àquele que todos nós sabemos ser um “contexto social e profissional, nem sempre favorável quanto desejaríamos”. Na verdade, frisou, “hoje o curso superior não é, por si só, a garantia, a certeza, uma segurança para uma oportunidade de ingresso imediato no mundo do trabalho.” 

Tal constatação não impediu, no entanto, o bispo diocesano de se dirigir aos jovens que tinha diante de si e lhes deixar uma mensagem de esperança. “Há que superar preocupações e temores, assumir cada um as suas próprias responsabilidades, sem desanimar, nem perder a coragem de sonhar”. D. António Carrilho incentivou, assim, os finalistas a “terem esta força, este ânimo e esta coragem de olhar em frente” e de “lutar se queremos vencer”.

Ao mesmo tempo, lembrou que “vós jovens finalistas sois rosto de esperança e de alegria. Vós próprios sois bênçãos de Deus para a nossa sociedade. Sois pioneiros de uma sociedade melhor e mais solidária, com o testemunho das vossas vidas, crentes e ativas” e devem, por isso, “ser persistentes e ter coragem, em vez de se resignar, desistir ou desanimar, mas confiar, acreditar e avançar com fé e esperança”.

Em relação à palavra proclamada o bispo do Funchal referiu que a primeira leitura foi particularmente escolhida para a ocasião. Falava de sabedoria. Da sabedoria de Deus que é imagem da sua bondade, revelada em Jesus Cristo, cuja vida e ensinamentos “é sabedoria para iluminar os nossos caminhos”, que queremos sejam “de alegria, paz e felicidade”, mas também “para  sentido do outro e para as nossas responsabilidades, como reposta aos grandes desafios da sociedade”.

Já a segunda leitura e o Evangelho continuam a ser um “prolongamento da Páscoa”, que nos lembra o compromisso de Amor e de dar a vida, “sem nos fixarmos em interesses pessoais, em interesses próprios, mas assumirmos o cartão de identidade do cristão”.

No final da celebração, depois de felicitar todos os finalistas,  D. António fez ainda questão de deixar uma palavra especial a todas as mães presentes, pela passagem de mais um dia dedicado a todas elas.