A Comunidade Salesiana do Funchal esteve, esta sexta-feira, em festa com a celebração das Bodas de Ouro de Ordenação Sacerdotal dos Padres Eusébio e Clemente.
Para assinalar a data foram agendas duas Eucaristias, uma pelas 11 horas, no pavilhão do Colégio Salesiano, e outra na Igreja de Nossa Senhora de Fátima, às 18.30 horas.
Na Eucaristia da manhã, a que assistiram perto de mil pessoas, entre alunos, docentes e funcionários da instituição e familiares dos dois sacerdotes, o Pe. Eusébio contou a sua história. Pequeno, aí com uns 6 ou 7 anos, adoeceu. Uma das consequências, recordou, era ter de “deixar de estudar”. A mãe, preocupada, procurou o Pe. Laurindo, então pároco do Socorro e fundador do colégio, que mais tarde ficaria a cargo dos Salesianos. O sacerdote descansou-a e disse-lhe que o filho não só iria estudar, como se tornaria Salesiano. E assim aconteceu, frisou o Pe. Eusébio, que acabaria por ser ordenado a 20 de Abril de 1968, juntamente com o seu primo Clemente.
Sobre o que é ser Salesiano, o Pe. Eusébio disse que é ser “alegre, feliz e amigo dos jovens”, mas acima de tudo “amigo de Jesus e amigo de Deus”. É “ter um coração aberto” e estar disponível para “ir para qualquer parte do mundo, ajudar os outros, os mais pobres, aqueles que mais sofrem”. Foi de resto “isso mesmo que fez D. Bosco, o nosso fundador”, disse.
Dirigindo-se aos muitos jovens presentes no pavilhão do colégio, e que em muitos momentos da celebração conseguiram com que se ouvisse o silêncio, o Pe. Eusébio, a cargo de quem ficou a homilia, disse-lhes que “têm de dar graças a Deus pelo que têm”; “pelos presentes que Deus nos dá: é a vida, é o vosso pai, a vossa mãe”.
Numa alusão à Semana de Oração pelas Vocações, que se iniciou dia 15 e termina dia 22, o Pe. Eusébio terminou pedindo ao jovens para que que “se sentirem o vontade para serem Salesianos para dar vida pelos outros, para que os outros sejam felizes, não desistam e digam que sim”.
Antes da bênção final, o Pe. José Jorge Gomes antigo aluno e atual diretor do Colégio Salesiano, agradeceu ao Pe. Eusébio por ter “vindo à sua casa e à sua ilha celebrar estas Bodas de Ouro e também ao Pe. Clemente, que faz parte da nossa comunidade.” Celebrar 50 anos de sacerdócio, “é celebrar uma vida”, e por isso temos de lhes dar os parabéns, frisou.




















