Domingo de Ramos marca início da Semana Santa e mantém tradição dos Palmitos

Foto: Duarte Gomes

O Domingo de Ramos, que este ano se celebra a 25 de março, assinala o início da Semana Santa, data relevante para os católicos. Nesse dia a Igreja celebra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, montando num jumento e aclamado pela multidão que agitava ramos à Sua passagem. A bênção dos ramos e a procissão que se lhe segue recordam precisamente esse importante acontecimento.

Na Madeira, e em vez de levar consigo um simples ramo, normalmente de oliveira, continua a manter-se a tradição dos fiéis levarem consigo os palmitos. Estes são confecionados na semana anterior ao Domingo de Ramos, de modo a que nesse dia se mantenham verdes. Para tal usam-se as folhas mais tenras das palmeiras. Cada uma das folhas é cortada ao meio. Segue-se a elaboração do palmito, uma arte que requer muita minúcia, pois as folhas têm de ser entrelaçadas de modo a se fazer o desenho rendilhado que o palmito apresenta. Existem diversos tamanhos de palmito, mas normalmente estes correspondem ao comprimento da folha de palmeira usada na sua confeção.

Hoje, há quem aproveite a tradição para conseguir amealhar algum dinheiro, de maneira que há palmitos à venda em várias zonas, nomeadamente às portas das principais igrejas, com preços diversificados, conforme a ornamentação que apresentam e o seu tamanho.

Será certamente o caso da Igreja do Colégio, onde a bênção dos ramos vai ter lugar pelas 10.30 horas, seguindo-se a procissão até à Sé. Aí, pelas 11 horas, será celebrada a Eucaristia, presidida por D. António Carrilho.

Após a bênção esses palmitos, por vezes ornamentados também com fitas vermelhas formando um laço ou com flores, são levados e guardados em casa pelas pessoas, sendo mais um motivo para evocar a proteção divina.