D. António Carrilho lembrou que os principais responsáveis pela educação dos filhos continuam a ser os pais

O prelado falava na Eucaristia que marcou o encerramento de uma actividade formativa para docentes de ERMC e de escolas católicas, que decorrreu durante todo o dia de sábado na APEL.

Foto: Duarte Gomes

Mais de 180 professores das Escolas Católicas e professores de EMRC das Escolas Católicas e Públicas, marcaram presença numa atividade promovida pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC) com a colaboração do Departamento da Escola Católica da Diocese do Funchal (DEC), que decorreu no dia 11 de Março, na Escola da APEL, subordinada ao tema “Educar ao Humanismo Solidário”.

No final desse dia celebrou-se uma Eucaristia, na Igreja do Colégio, que marcou o encerramento desta atividade. A presidir à celebração esteve o bispo da Diocese, que agradeceu a todos os que estiveram envolvidos na realização desta iniciativa na Madeira.

D. António Carrilho aproveitou, no entanto, a oportunidade para lembrar que “os pais são os primeiros responsáveis pela Educação dos filhos”, incluindo a Cristã. Claro que, “sozinhos não poderão tudo. A colaboração da Igreja e da comunidade é importante”, assim como é importante “a colaboração da Escola. A escola católica ou a escola onde se pode transmitir e comunicar valores”. Esta é, disse o prelado, “uma ação que tem de ser conjunta, mas que tem de ser assumida, se queremos efetivamente transmitir às gerações mais novas, o testemunho da nossa fé e a alegria da nossa esperança como caminho de felicidade também para eles”.

“A Catequese, na comunidade paroquial, Educação Moral e Religiosa nas escolas, escola católica, escola que há-de ser escola ou mais escola que todas pela sua competência e qualidade, em termos científicos, pedagógicos e académicos, mas sendo escola que se inspira nos tais valores (bondade, justiça, verdade e humanismo) que muita falta fazem na própria sociedade e na vida das pessoas”, frisou D. António Carrilho.

Depois de referir que “todos estes meios, são meios complementares”, que, naturalmente, “devem ser aproveitados” pelos pais, o prelado reconheceu que “muito ainda há a fazer neste campo da educação”.

Seja como for, o que não podemos fazer, é cruzar os braços: “Se não damos nós, e não transmitimos a fé, com a nossa palavra, mas também com o nosso testemunho, como luz que há-de brilhar no coração e na intimidade de cada um, estamos a impedir gente de ser feliz, pela proposta de Jesus”.

Ainda assim, frisou, o que devemos é “propor” e deixar depois que “cada um siga o seu caminho,em plena liberdade, sem que se obrigue nada nem ninguém”. Aliás, “a única obrigação que a Igreja tem é anunciair a Palavra do Evangelho de Jesus. Anunciar, propor. Propor e ajudar a descobrir Jesus e o seu Caminho, o Seu Ideal. Quanto ao resto, é cada um a assumir as suas próprias responsabilidades”.

Balanço da formação é positivo

No final da Eucaristia, e enquanto alguns docentes aproveitaram o convite deixado pelo Vigário Geral, Cónego Fiel, para subir à torre da Igreja do Colégio, o Jornal da Madeira falou com Fernando Moita e Elisa Urbano, do Secretariado Nacional e do Departamento da Escola Católica, respetivamente.

Ambos foram unânimes em dar nota positiva a esta formação e em sublinhar a importância desta mesma, referindo entre outros aspetos que ela que juntou num mesmo espaço, os professores de EMRC e os das Escolas Católicas. “Foi uma bela experiência”, disse-nos Fernando Moita, tanto mais que no continente as ações são feitas em separado. Aqui houve a necessidade de “unir as duas e tornar os conteúdos mais transversais”.

Ainda assim, frisou, foram abordadas questões tidas como essenciais, nomeadamente “como é que hoje se educa; como é que hoje se educa à maneira do Evangelho; qual é o desafio que o evangelho coloca à realidade educativa”, e como é que se consegue cativar os alunos.

É certo que há um número significativo que não frequenta a disciplina de EMRC, “a tal liberdade individual e da família de que o Sr. Bispo há pouco falava”, mas “compete-nos a nós evangelizar, anunciar, dizer: estamos aqui com uma proposta”, disse-nos Fernando Moita.

Uma ideia reforçada por Elisa Urbano, quando esta diz que “todos nós temos consciência que, cada vez mais, a nossa função tanto na escola católica como na disciplina de EMRC, é Evangelizar” e “fazer-lhes perceber que Jesus Cristo está Vivo e que há Esperança e que há um caminho a fazer e que há um sentido para a vida”.

“Contente” com a forma como o Departamento da Escola Católica da Diocese do Funchal está organizado, com o trabalho que o mesmo faz com os diretores dos principais colégios e com a preocupação demonstrada com a formação dos professsores, Elisa Urbano fez ainda questão de salientar o facto desses docentes serem “muito jovens”, uma realidade diferente do continente.