Postais para as Visitas do Espírito Santo disponíveis na Cúria Diocesana

D.R.

Apesar de ainda estarmos em plena Quaresma, tempo que precede e dispõe à celebração da Páscoa, a verdade é que já vamos pensando na participação, em plenitude e gozo, do mistério pascal do Senhor.

É sabido que entre nós a Páscoa é vivida de uma forma intensa, mantendo-se tradições como as Visitas Pascais, também denominadas de Visitas do Divino Espírito Santo, que se realizam tanto na Madeira como no Porto Santo. Os principais objetivos são levar a alegria pascal, anunciando Jesus Ressuscitado, abençoar as famílias, manter uma presença da Igreja no ambiente familiar e proporcionar um melhor conhecimento da realidade paroquial.

Nalgumas paróquias, as visitas iniciam-se logo após a Missa do Domingo de Páscoa, noutras um pouco mais tarde. Os símbolos, esses, são idênticos em todas as comunidades paroquiais: as bandeiras, a coroa e o ceptro, que são transportados pelos elementos que efetuam as visitas.

Há uns anos, estas visitas eram feitas pelo próprio pároco, o que obrigava a que nalguns lugares as mesmas acontecessem quando já estavam passadas algumas semanas da Páscoa. Agora a visita é feita também por pessoas comuns, ligadas à comunidade paroquial, sendo formadas por várias equipas que se distribuem pelos vários sítios da freguesia, de modo a que todos possam receber Cristo em sua casa até ao Dia de Pentecostes. Continua, ainda assim, a haver uma equipa presidida pelo pároco, que vai alternando anualmente a sua área de visita, de modo a que uma vez por outra seja o próprio a trazer a Boa Nova da ressurreição de Cristo.

Em sinal de agradecimento, o pároco, ou quem tenha a incumbência de o representar, costuma deixar um postal. Existem paróquias que o fazem por iniciativa própria, outras que recorrem aos postais que a Diocese disponibiliza. Este ano não é exceção, podendo os sacerdotes solicitá-los nos moldes habituais.

Postal da Visita do Espírito Santo 2018

Já agora, quando o assunto são as visitas pascais, não nos podemos esquecer que a acompanhar os irmãos vão as “saloias”. Meninas que envergam o traje típico, engalanadas com colares, pulseiras e brincos de ouro, que têm a incumbência de interpretar os cântico alusivos ao Espírito Santo. Consigo levam ainda cestinhos com flores que, à medida que a visita avança, vão sendo substituídas por guloseimas. Em certas localidades, às doces vozes das “saloias” juntam-se ainda alguns instrumentos.

Há que sublinhar ainda que, por estes dias de visita, mesmo aqueles que estão mais afastados da Igreja, não se escusam a abrir a porta para receber o “Espírito Santo”. Na verdade este é um dia de festa, com os visitados a se esmerarem para bem receber e dar o seu contributo, por mais parco que seja. É que além dos aspetos religiosos estas visitas também têm como finalidade a angariação de fundos. As ofertas recolhidas são destinadas, na sua maioria, às obras de conservação e melhoramento das igrejas. Mas, nalgumas paróquias, esses donativos, são destinados aos pobres ou aos lares da terceira idade, havendo ainda locais onde se destinam a outros fins como ao culto e ao apostolado.