D. António presidiu a Eucaristia no Lar de São Francisco, que este ano celebra 10 anos ao serviço dos mais idosos

© Duarte Gomes

O bispo do Funchal presidiu, na tarde deste sábado, na capela do Lar de São Francisco, a uma eucaristia. Uma forma de D. António Carrilho estar mais próximo dos utentes deste espaço entre os quais se encontra também um sacerdote, neste caso o Pe. Avelino Vargem Andrade, mas também de ir lembrando o aniversário da instituição que, em Abril, celebra precisamente 10 anos ao serviço dos mais idosos.

Na homilia, o prelado começou precisamente por se referir ao facto de ter estado na inauguração deste lar, de o ter benzido e de ter feito votos de que ele fosse um espaço “para fazer o bem a muita gente”. E de facto assim tem sido. O Lar de São Francisco tem, ao longo deste tempo, sido um espaço de acolhimento dos mais velhos em condições dignas. Por isso D. António Carrilho agradeceu a todos aqueles que ao longo deste tempo, diariamente, “aqui trabalham e se sacrificam por todos e por cada um, porque nós sabemos que há situações que precisam mesmo, no dia a dia, de um apoio muito próximo e muito direto”.

Lembrou também aqueles que tiverem este sonho e o concretizaram, com trabalho e empenho, ajudando “aqueles que têm tido a graça de poder beneficiar desta ajuda”.

Referindo-se à leituras do dia falou da importância de se ouvir a voz de Deus primeiro através do profeta Moisés e mais tarde através de Jesus. Foi através deles que percebemos e aprendemos a confiar “no amor de Deus”, e deixamos de estar presos “ao espiritismo, à superstição e às crendices”.

“É no amor de Deus que confiamos e é a Ele que confiamos as nossas vidas, a Ele que pedimos a sua ajuda para podermos assumir aquilo que é cruz, que é sofrimento, mas sempre na esperança de que Deus não falta, e assim como participamos do sofrimento de Jesus, também havemos de participar na alegria da sua ressurreição”, sublinhou.

Na continuação da referência às leituras lembrou ainda o testemunho de São Paulo. Ele que também já sentia o corpo a dar sinais de fragilidade, mas que sentia a força de Deus no seu Coração. E que estava certo que “esta tenda, que é a nossa morada terrestre for desfeita, receberemos nos céus uma habitação eterna, que é obra de Deus e não obra feita pelas mãos dos homens”.

A propósito, lembrou também São João Paulo II quando este dizia, numa carta que escreveu aos idosos, que “quando olho para trás, dou graças a Deus por tanta coisa boa que já vivi. E gosto de reviver esses momentos e não andar sempre a pensar no sofrimento, na dor e na desgraça. Quando olho o presente, já não sou o mesmo que era e tenho de aceitar que hoje a vida tem outras expressões. Mas não posso deixar de dar valor ao que vivo agora, e às pessoas que me ajudam. Quanto ao futuro, dou comigo a rezar a segunda parte da Avé Maria e a pensar na hora da morte. Mas não tenho medo, estou preparado para ela”.

No seguimento destes testemunhos, D. António terminou dizendo “que é bom lembrarmos sempre aquilo que vivemos, o que estamos a viver de bom e agradecer e pensar naqueles que nos ajudam, e pensar que a vida neste mundo não é tudo e que chegará um dia, para todos nós, que receberemos um chamamento especial para ir para junto do coração do Pai”. Apenas pedimos “a maior ajuda de Deus para as nossas dores, o nosso sofrimento, as nossas preocupações e as nossas dificuldades”.

A terminar de referir que esta eucaristia foi concelebrada pelo Frei Nélio Mendonça, que este sábado celebrou o seu aniversário natalício, pelo Pe. Alexandre Henriques Jorge, que celebra o aniversário natalício neste domingo, e ainda pelo Pe. Carlos Almada.