Comentário à Liturgia Dominical – Solenidade de Cristo Rei

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D.R.

Por Pe. Pedro Nóbrega

Celebrar Cristo Rei, é celebrar a intemporalidade do poder de Jesus perante a humanidade. Um tempo que não acaba, mas transforma, um tempo que não mata mas dá vida, um tempo que não tem tempo porque é eterno!

Assim, somos convidados, na Profecia de Ezequiel, a meditar no Bom Pastor, naquele que cuida com carinho, com bondade de todo o rebanho, mesmo das ovelhas tresmalhadas e sujas com a infidelidade provocada pelo pecado. Aliás, olhar para o bom pastor e compreender que nada nos faltará é compreender que o céu é promessa intemporal, mas é também compreender a importância da verdadeira conversão para procedermos retamente e como consequência comtemplarmos no céu a salvação de Deus.

A ressurreição de Cristo Rei é garantia da ressurreição daqueles que se deixarem guiar pela sua Vida. Cristo é Aquele que através da ternura das suas palavras nos quer manter vivos, nos quer como instrumentos. Paulo exorta que se em Adão todos morreram em Cristo todos terão vida! Nesse sentido esforcemo-nos sempre por ser instrumentos do amor, instrumentos da misericórdia. Sermos, sem medo, sinais da presença de Deus que é a ressurreição e a vida neste mundo

As boas acções devem fazer parte de todo o quotidiano cristão. Deve ser obrigatório para o cristão, mais que o esforço por não fazer o mal, o esforço por fazer o bem. Tantas são as vezes em que vivemos agarrados ao que não devemos fazer e esquecemos concretamente aquilo que de melhor somos capazes, ou seja, de Amar.

Que as obras de misericórdia, tão bem espelhadas no capitulo 25 de São Mateus, nos levem à compreensão que fazer presente o Reino de Deus, não é apenas por as mãos para o céu e dizermos que Ele é Rei. É também colocar as mãos na terra ao serviço dos mais frágeis, dos que estão na beira do caminho, dos que precisam de verdadeiro perdão.

Queremos ir para o Céu? Façamos todo o bem que nos é possível!