Bispo do Funchal lembra que “Jesus sempre teve uma palavra de força e de ânimo”

O Bispo do Funchal falava em especial para os 28 jovens e adultos que receberam o sacramento da confirmação na paróquia do Livramento

O Bispo do Funchal presidiu, na manhã deste domingo, dia 5, à celebração do sacramento da Confirmação na Igreja do Livramento a um grupo de 28 jovens e adultos daquela paróquia, do Imaculado Coração de Maria e ainda da paróquia de Santa Luzia.

Logo depois do Pe. Carlos da Costa Gomes, pároco do Livramento e do Imaculado, ter apresentado o grupo como apto para receber o Crisma, D. António Carrilho dirigiu-se aos jovens pedindo-lhes para que encarem este dia como um ponto de partida e não como ponto de chegada. Um ponto de partida para que, “com a luz e a força de Deus”, possamos “percorrer dignamente os caminhos da vida”, “aprofundar a nossa fé” e a “fazer um pouco mais pelas nossas paróquias”.

Já na homilia, o prelado começou por lembrar que neste domingo, dia em que “estamos em ligação espiritual à multidão dos Cristãos espalhados pelo mundo”, se encerra a “Semana Nacional da Educação Cristã”. Uma iniciativa que teve a preocupação de convidar, pais catequistas e catequizandos a “pensar na importância que tem uma boa educação da nossa fé, naquilo que a fé nos pode realmente ajudar, o caminho do nosso crescimento e da nossa felicidade”. Da Diocese do Funchal, e apesar das distâncias e sacrifícios inerentes, foram cerca de 70 os catequistas que se envolveram neste projeto e que se juntaram, no encontro de encerramento, em Fátima, a outros vindos de outras dioceses do país. Uma prova de que “vale a pena envolver-se neste projeto de ajudar a conhecer Jesus” e de “darmos passos no aprofundamento deste caminho, porque queremos um caminho para a vida”.

Referindo-se precisamente ao caminho que estes jovens e adultos empreenderam para poder receber o sacramento da Confirmação, D. António Carrilho disse que esse tempo “não foi só para aprender a Doutrina”, mas também “para ganhar conhecimentos que nos ajudem a viver” e a promover o verdadeiro encontro com Deus. Na Bíblia, disse, “Jesus encontrou-se com várias pessoas e tocou-as por dentro, tocou-as no coração, disse-lhes alguma coisa que as fez pensar para viver melhor”. Muitas delas souberam mudar de vida, “sentiram-se outros”. Depois de uma série de citações alusivas a esses encontros transformadores, nomeadamente aqueles com mulheres adúlteras a quem queriam apedrejar e a quem Jesus não só não condenou, como desafiou aquele que não tivesse pecados a atirar a primeira pedra. Esta atitude “causou impressão, tocou e transformou”. Foi para esta parte prática da fé que o Encontro Nacional da Educação Cristã procurou também chamar a atenção.

Prosseguindo, o prelado disse “com pena”, que “temos uma doutrina e uma mensagem do Evangelho e de ideal de vida tão rica e tão bela” que “seria tão bom pôr em prática e ajudar outros a conhecer e a fazê-lo também”. Às vezes, sublinhou, “não conseguimos. E quando não conseguimos, sofremos por isso. Mas temos de ser fortes e ganhar ânimo. Jesus sempre teve uma palavra de perdão e de ânimo”. Desejou, por isso “que o nosso encontro com Jesus seja assim: um encontro em que Ele nos toca profundamente, nos dá a mão e nós damos-lhe as nossas mãos e prosseguimos o caminho”, porque “é assim que a fé se transmite e a fé se manifesta”.

Aos jovens que receberam o sacramento da confirmação o bispo do Funchal, como é seu hábito nestas ocasiões, lembrou que “foi o sacramento do Baptismo que nos abriu as portas da Igreja” e que o Crisma “é a confirmação” de que queremos “continuar a fazer parte desta família de Deus e desta grande assembleia que é a Igreja”; “fazemos festa hoje, disse, mas não é para hoje”.

A finalizar o Bispo do Funchal apelou ainda à participação dos crismados na Eucaristia Dominical. Aos Padrinhos lembrou que foram escolhidos para os acompanhar neste caminho, mais do que pelas questões materiais. Convidou ainda a assembleia a rezar pelas vocações sacerdotais, religiosas e missionárias, lembrando o pré-seminário e o seminário.

A cada crismado, D. António ofereceu, em nome da diocese, o livro dos “Evangelhos e Actos dos Apóstolos” e ainda um diploma.