Santa Teresinha a Doutora da “ciência e do amor de Deus”

Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face morreu há 120 anos, no dia 30 de setembro de 1897, aos 24 anos de idade, vítima de tuberculose. Religiosa carmelita descalça, do Carmelo de Lisieux, foi beatificada a 29 de abril de 1923, pelo Papa Pio XI, e canonizada a 17 de maio de 1925, também por Pio XI.

A 14 de dezembro de 1927 foi declarada, juntamente com S. Francisco Xavier, padroeira das Missões. E a 19 de outubro de 1997, o Papa S. João Paulo II proclamou-a doutora da Igreja. “Entre os Doutores da Igreja, Teresa do Menino Jesus e da Santa Face é a mais jovem, mas o seu ardente itinerário espiritual demonstra muita maturidade, e as intuições da fé expressas nos seus escritos são tão vastas e profundas, que a tornam digna de ser posta entre os grandes mestres espirituais”, disse na ocasião o Santo Padre.

“A minha vocação é o amor!”, disse Santa Teresa de Lisieux nos seus escritos autobiográficos, reunidos na “História de Uma Alma”, livro publicado em 1898 e de imediato traduzido para português pelo padre Manuel Santana, jesuíta madeirense, natural da paróquia de São Gonçalo.

De referir ainda que um dos primeiros milagres alcançados por intercessão de santa Teresinha aconteceu na Madeira, através de uma “cura sobrenatural” a Madre Virgínia Brites da Paixão, religiosa clarissa do Mosteiro de Nossa Senhora das Mercês no Funchal que, encontrando-se “gravemente doente, devido a uma queda nas escadas”, recebeu de Santa Teresinha do Menino Jesus o “apoio” necessários para os seus males físicos, precisamente no dia 30 de setembro de 1897, como relata a própria Madre Virgínia nas suas memórias: “Senti uma mão invisível que me tocava e vi junto do meu leito uma religiosa vestida de hábito pardo, manto branco e véu preto na cabeça. Conheci que não era a nossa enfermeira. Verifiquei que era uma religiosa nova e muito formosa. Perguntei-lhe quem era. Referiu que Jesus, respondendo à minha súplica, a tinha enviado para lhe dizer ser sua vontade me submetesse ao exame clínico prescrito e me deixasse tratar. Ela seria a minha fiel enfermeira. Por fim, sorriu e disse: o meu nome é Teresa do Menino Jesus e da Santa Face, que acabo a vida mortal e entro já no Paraíso. Pediu-me segredo e desapareceu”.