Bispo pede aos crismados para que “rezem todos os dias um bocadinho”

Ao fim da tarde deste sábado foram 18 os jovens que receberam o sacramento do Crisma, na Paróquia do Garachico.

“Não se esqueçam de rezar todos os dias um bocadinho”! Este foi um dos apelos deixados, ao fim da tarde deste sábado, pelo bispo do Funchal aos 18 jovens que receberam o sacramento do Crisma, na Paróquia do Garachico. Desses 15 são daquela paróquia, dois da vizinha Paróquia da Quinta Grande e um de Londres.

O pedido foi feito já no final da celebração, antes mesmo da bênção, quando D. António se dirigiu aos jovens crismados, a quem pediu igualmente para que continuem a participar na Missa de domingo. E para que os jovens não se desviem desse e de outros compromissos, os pais são importantes, mas também os padrinhos, a quem o bispo pediu para que acompanhem de perto os seus jovens afilhados. Os mesmos jovens que, no início da Eucaristia, o Pe. Eleutério disse estarem preparados para “receber os dons do Espírito Santo”.

Na homilia, D. António lembrou aos crismandos que, “a graça que vão receber hoje não é para hoje”, mas é “uma marca que fica para a vida toda”. Quando se fala do sacramento da confirmação, disse, fala-se da confirmação “da graça inicial” que foi o baptismo, que “nos abriu as portas da Igreja”.

Aludindo à primeira leitura, do Livro do Profeta Izequiel, o prelado lembrou que através dele Deus prometeu unir o Seu povo numa grande família. Para isso era preciso purificar com a água pura, que “atinge o mais íntimo de nós próprios, os nossos corações e nos transforma por dentro”, dando-nos “a capacidade de nos ajudarmos e de nos sentirmos, uns com os outros, a formar esta família de Deus”.

E se a água, símbolo de purificação, é importante a luz que se acende aquando do baptismo não o é menos. Ela é “o símbolo da nossa fé” e pode estar “apagada ou estar acesa, ter mais luz ou menos luz, estar mais viva ou menos viva”. Daí que tenhamos “a obrigação de velar, de cuidar da luz que o baptismo no deu, para com ela iluminar o caminho da nossa vida”.

Já São Paulo, na segunda leitura, diz que “nós somos todos diferentes” e que cada um “tem os dons que recebe”. E é precisamente por sermos diferentes, “que todos fazem falta”. Numa comunidade, numa família, onde todos são diferentes, “devemos contar uns com os outros”, com as aptidões e os dons uns dos outros. Na igreja, disse D. António, “é a mesma coisa. Nós temos de sentir que somos membros vivos e ativos da igreja”. E ser “membro ativo e participativo da igreja significa que ninguém se diminui, mas todos procuram partilhar e pôr em comum aquilo que são os seus dons”. Aludindo ainda São Paulo, lembrou que somos um corpo de que Cristo é a cabeça e ao qual “todos fazem falta”.

A terminar D. António agradeceu a todos quantos contribuíram para que estes 18 jovens chegassem a este dia tão importante, especialmente ao Pe. Eleutério e ao Pe. Humberto, mas também aos catequistas, tendo reconhecido que “não é fácil ser catequista nos dias de hoje”. Pediu a Deus “por todos e por cada um”.

Hoje o bispo do Funchal volta a presidir a celebrações do Crisma, pelas 11 horas, na Paróquia da Ribeira Brava.