Bispo do Funchal celebrou missa pelas vítimas da tragédia no Monte

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D. António Carrilho presidiu na Sé, esta terça-feira (22 de agosto), a uma missa “em memória e sufrágio das vítimas” da recente tragédia no Largo da Fonte. A celebração contou com a participação de vários sacerdotes, do padre Giselo Andrade, pároco do Monte, a presença de entidades oficiais e inúmeros fiéis; e foi transmitida em direto pela Rádio (Posto Emissor do Funchal e Rádio Renascença), através do canal de “youtube” da Diocese do Funchal, e pela Agência Ecclesia.

Na homilia, o bispo do Funchal destacou a sintonia da “oração”, da “solidariedade”, na “dor e na esperança”, manifestada de imediato à volta do “trágico acidente” na festa da assunção de Nossa Senhora e Padroeira da Madeira, e que “nos deixou todos consternados”.

Perante a “tragédia”, disse, colocam-se “muitas interrogações” sobre a “morte e o sofrimento”, e “perguntamos pelas razões de tanta dor”; a resposta está dada pelo “vigor da fé de Maria junto à cruz de seu Filho”, e “numa pronta disposição para ajudar aqueles que sofrem”, explicou D. António Carrilho. Um “sinal de fé” que também se traduziu na “rede de solidariedade” formada “ imediatamente” e que “deve continuar” para sarar as “feridas mais profundas da alma” e o “coração” enlutado dos que “perderam os seus”.
A “morte e o sofrimento” constituem um “desafio” para a nossa “condição de peregrinos”, com “esperança na vida eterna”, como garantiu Jesus Cristo “ao assumir a nossa morte”. Deste modo, “a vida é uma travessia pascal, onde temos de nos debater com a realidade da morte, sem nos deixarmos vencer por ela”; “a morte é pois um marco, um sinal de passagem deste mundo para Deus, a prova que revela de maneira definitiva a verdade de tudo o que fizemos e construímos na vida”, acrescentou o bispo do Funchal.

No início da sua homilia, D. António leu uma mensagem do Papa Francisco em que expressava a sua “consternação” pela tragédia ocorrida na freguesia do Monte, no passado dia 15, em que a queda de uma árvore matou 13 pessoas e causou dezenas de feridos; e no final, lembrou o nome de cada uma das vítimas mortais que também estavam simbolizadas nas “13 velas acesas” e nas “13 rosas” que rodeavam a pequena imagem de Nossa Senhora do Monte, colocada sobre o altar, durante toda a cerimónia litúrgica.